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Fiéis indianas rezam diante da imagem de Santa Madre Teresa, em Chennai Fiéis indianas rezam diante da imagem de Santa Madre Teresa, em Chennai  (AFP or licensors)

Cresce violência anticristã na Índia, denuncia relatório Persecution Relief

O relatório apenas confirma os dados apresentados em 13 de julho pelo United Christian Forum (UCF), organização cristã interdenominacional com sede em Nova Délhi, que luta pelos direitos da minoria cristã.

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O relatório semestral divulgado em 28 de julho pelo organismo ecumênico Persecution Relief, apresenta um quadro “muito sombrio” em relação à liberdade religiosa na Índia.

"Os crimes de ódio contra os cristãos aumentaram alarmantes 40,87% - diz o relatório – não obstante o bloqueio nacional em vigor desde 25 de março" para conter a pandemia de coronavírus.

 

"A perseguição contra os cristãos tornou-se muito comum", declarou à UCA News Shibu Thomas, fundador do Persecution Relief, que também se ocupa de ajudar os cristãos necessitados, especialmente as viúvas e órfãos daqueles que foram mortos por causa de sua fé. Os dados coletados, no entanto – observa Thomas - "são apenas a ponta de um iceberg", "uma pequena parte das violências efetivas perpetradas contra os cristãos em vários Estados".

O maior número de ataques, 21%, ocorreu em Uttar Pradesh, o Estado indiano mais populoso. Mas em pelo menos 22 dos 28 Estados houve relatos de crimes contra os cristãos. Crimes que incluem, além de estupro e assassinato, excomunhão social, ameaças, agressões físicas, incêndios de casas e igrejas e o impecilho para usar fontes comuns de água. Entre os Estados mais perigosos estão Jharkhand, Orissa e Chhattisgarh, onde a maior parte dos cristãos são originários dos dalits e de ambientes tribais.

 

"A disseminação da intolerância religiosa contra a pequena minoria cristã", que representa apenas 2,3% dos 1,3 bilhão de indianos - disse Thomas - mostra o crescimento da ideologia nacionalista hinduísta.

O fundador da organização Persecution Relief reiterou que os números não são definitivos nem representam a totalidade dos casos, visto que o grupo registra apenas aqueles relatados e, infelizmente, "muitas pessoas não apresentam denúncia, temendo punição pelos perseguidores e pela máquina administrativa".

Nos últimos sete anos, o país passou do 31º para o 10º lugar no relatório da World Watch List de Portas Abertas, imediatamente após o Irã, devido à gravidade da perseguição, e foi indicado pela Comissão sobre a Liberdade Religiosa internacional dos Estados Unidos, em seu relatório de 2020, como um país de particular preocupação, juntamente com a China e a Coréia do Norte, onde a liberdade religiosa está seriamente comprometida.

Vatican News Service - AP

30 julho 2020, 07:13