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Bispo de San Isidro e presidente da Conferência Episcopal da Argentina, Dom Óscar Vicente Ojea Quintana Bispo de San Isidro e presidente da Conferência Episcopal da Argentina, Dom Óscar Vicente Ojea Quintana 

Bispos argentinos convidam à paixão pela pátria, a justiça e a paz

Referindo-se à paixão pela pátria, o presidente dos bispos argentinos explicou que hoje em dia se fala pouco de pátria, fala-se sobretudo de país ou de nação. Ao invés, “o conceito de pátria tem a ver com as raízes, com a pertença mais profunda a uma comunidade, com a nossa proximidade ao irmão, inclui o vínculo, a ligação e a presença”

Cidade do Vaticano

Com o tema “Trabalho: chave para o desenvolvimento humano integral”, prossegue a Semana Social Argentina, iniciada na sexta-feira (28/06). A conferência de abertura, feita pelo bispo de San Isidro e presidente da Conferência Episcopal Argentina (CEA), Dom Óscar Vicente Ojea Quintana, desenvolveu-se em torno da palavra “paixão”.

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O prelado falou sobre o justo comportamento de quem é engajado na política e na sociedade, articulado numa “tríplice paixão: pela pátria, pela justiça e equidade, e pela paz entre os argentinos”.

Desafios do nosso tempo

Referindo-se à paixão pela pátria, o presidente dos bispos argentinos explicou que hoje em dia se fala pouco de pátria, fala-se sobretudo de país ou de nação. Ao invés, “o conceito de pátria tem a ver com as raízes, com a pertença mais profunda a uma comunidade, com a nossa proximidade ao irmão, inclui o vínculo, a ligação e a presença”.

“[Por isso, a pátria 'é um dom e uma tarefa' e é 'imprescindível recuperar essa paixão para poder enfrentar o desafio que este tempo muito difícil e duro para os argentinos nos apresenta'.]”

Além disso, Dom Óscar Ojea evidenciou que é preciso uma “paixão particular pela justiça e a equidade”, justamente no momento em que a Argentina se encontra marcada por uma grande desigualdade social e pela pobreza.

Necessidade de normas éticas na finança internacional

Nessa perspectiva, segundo o prelado, “devemos acompanhar o esforço impressionante que o Papa Francisco está fazendo, como líder mundial, em buscar estabelecer normas éticas no sistema financeiro internacional”.

A terceira paixão – ressaltou o presidente da Conferência episcopal – diz respeito ao encontro entre os argentinos e a paz entre si: um “desafio cultural” que deve levar a um diálogo, para usar as palavras de Paulo VI, “claro, cordial, confiante e prudente”.

Tudo isso numa hora “tão difícil para o país”, que se encontra enfrentando a campanha eleitoral ao tempo em que são cada vez mais urgentes as emergências da alimentação, sobretudo dos menores, e da falta de trabalho.

(Sir)

01 julho 2019, 14:17