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Cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia Cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia 

Cardeal Dziwisz: chega de derramamento de sangue na Ucrânia!

"Os irmãos eslavos não podem combater uns contra os outros. Não podem se matar uns aos outros. A mão de Caim deve ser detida. Chega de derramamento de sangue!", apelou o cardeal Stanislaw Dziwisz, enviado do Papa para as celebrações do 300º aniversário da coroação da imagem de Nossa Senhora de Kodeń, Rainha de Podlasie-Mãe da Unidade, durante sua homilia pronunciada nesta terça-feira.

Padre Paweł Rytel-Andrianik – Vatican News

O Papa Francisco, ao nomear o cardeal Stanisław Dziwisz como seu enviado, destacou na carta escrita para a ocasião que o Santuário de Nossa Senhora de Kodeń é um lugar de milagres, onde muitas pessoas vêm para rezar e confiar suas vidas a Maria.

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O ex-secretário de João Paulo II recordou que fez uma peregrinação a Kodeń antes da eleição do cardeal Karol Wojtył como Bispo de Roma. "O futuro Papa havia notado as características especiais da Mãe de Cristo: "Maria une o Povo de Deus. Mas nós nos encontramos em uma terra onde essa união do Povo de Deus teve um significado histórico especial. Foi precisamente aqui que ocorreu o encontro das Igrejas separadas do Ocidente e do Oriente'".

O cardeal Dziwisz acrescentou que, durante sua visita a Kodeń, o futuro Papa João Paulo II havia dito que em Podlasie, no leste da Polônia, "a Mãe era necessária, a presença da Mãe, da Mãe que une: da Mãe que conhece todos os seus filhos, independentemente se falam polonês, russo ou lituano".

Referindo-se à situação atual, o cardeal disse que não se pode aceitar o que está ocorrendo na Europa, diante dos olhos do mundo inteiro: uma tragédia "está privando nossos irmãos e irmãs na Ucrânia de sua terra, de seu direito à vida, de sua língua e cultura, semeando morte e destruição. (...) Os irmãos eslavos não podem combater uns contra os outros. Eles não podem se matar, não podem semear destruição, não podem multiplicar o enorme sofrimento que estamos testemunhando. A mão de Caim precisa ser detida. Precisamos acabar com o ódio, a violência e a guerra fratricida. Chega de derramamento de sangue!", apelou o enviado do Papa.

"Irmãos eslavos, vamos dar ao mundo um exemplo de convivência fraterna entre nossos povos e não de ódio cego. Que Nossa Senhora de Kodeń nos guie no caminho do fim da guerra, da reconciliação e da paz. Junto com o Papa Francisco, coloquemos o futuro da humanidade nas mãos de Maria, a Rainha da Paz", proclamou o cardeal Dziwisz durante sua homilia.

Durante a celebração, a colocação na imagem de Maria e Jesus de coroas móveis, abençoadas pelo Papa Francisco na Praça São Pedro em 3 de agosto do ano passado.

A convite de S.E. dom Kazimierz Gurda, bispo da diocese de Siedlce e dos guardiões do santuário dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, estavam presentes muitos peregrinos.

A história do santuário em Kodeń remonta ao início do século XVII. Mikołaj Sapieha foi curado depois de rezar na capela papal a convite do Papa Urbano VIII diante da imagem de Nossa Senhora conhecida como a imagem de Guadalupe ou Gregoriana. Sapieha roubou o ícone e o levou para Kodeń em 1631, onde ele permanece até hoje. Com o tempo, o Santo Padre permitiu que a imagem ficasse nesta localidade. A imagem da Mãe de Deus foi coroada com coroas papais em 1723. Foi uma das primeiras coroações de ícones na Polônia.

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15 agosto 2023, 14:15