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"Promover a segurança global, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável na área da OSCE, mediante a autodeterminação econômica das mulheres" foi o tema do encontro em Estocolmo "Promover a segurança global, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável na área da OSCE, mediante a autodeterminação econômica das mulheres" foi o tema do encontro em Estocolmo  (AFP or licensors)

Urbańczyk: mulheres protagonistas no desenvolvimento da família e da sociedade

“Enquanto houver desigualdade entre os sexos, em termos de remuneração, seguro e segurança social, muito ainda tem a ser feito”, disse o Observador Permanente da Santa Sé junto à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa).

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“As mulheres não devem ser apenas beneficiárias, mas, sobretudo, protagonistas do seu próprio desenvolvimento, das suas famílias e da sociedade”. Foi o que afirmou Dom Janusz Urbańczyk, Observador Permanente da Santa Sé junto à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), com sede em Viena.

O representante da Santa Sé interveio em videoconferênci, nos dias 10 e 11 de junho, na segunda reunião preparatória do 29º Fórum Econômico e Ambiental do organismo, que teve como tema central "Promover a segurança global, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável na área da OSCE, mediante a autodeterminação econômica das mulheres".

Em seu primeiro discurso, proferido na quinta-feira, 10, na abertura dos trabalhos, Dom Urbańczyk recordou que “com a pandemia de Covid-19, ficam mais evidentes as contínuas desigualdades enfrentadas pelas mulheres na região da OSCE, em termos de participação no mercado de trabalho, acesso à proteção social e emprego de qualidade em tempo integral, disparidades salariais, com consequente redução de rendas, pensões e aumento da pobreza". O Observador Permanente reitera que “as mulheres foram afetadas pela pandemia de modo desproporcional, por trabalharem em empregos precários e mal remunerados ou por trabalharem em uma economia informal”.

Neste sentido, Dom Urbańczyk pediu aos participantes da OSCE para “reconhecer amplamente o fato de o gênero feminino desempenhar uma enorme quantidade de trabalhos não remunerados, como cuidar dos filhos e dos idosos", e explicou que “isto não contribui apenas para o desenvolvimento econômico dos países, mas também como base dos pilares fundamentais da sociedade e da nação; permite ainda aos Estados poupar uma soma significativa em serviços sociais, que, ao contrário, deveriam pagar”.

A este respeito, Dom Janusz Urbańczyk acrescentou que “é preciso reforçar a autodeterminação econômica das mulheres, necessária, mais do que nunca, não apenas para garantir a paz e segurança globais, que a OSCE promove através da cooperação, mas também e, sobretudo, para contribuir para a construção da sociedade".

Em seu segundo discurso, pronunciado na manhã desta sexta-feira, 11, na sessão de encerramento da reunião da OSCE, o representante do Vaticano insistiu sobre a "urgente necessidade de as mulheres receberem um salário coerente com o seu trabalho; proteção para as mães que trabalham; equidade para progredir na sua carreira; igualdade dos cônjuges, em relação aos direitos familiares e o reconhecimento de tudo o que faz parte dos direitos e deveres dos cidadãos em um Estado democrático”.

Neste sentido, Dom Janusz destacou que “é importante que as mulheres sejam capacitadas, encorajadas e dotadas de competências necessárias para contribuir para a economia: primeiro, ganhando um salário digno e vital para manter a si e às suas famílias; segundo, permitindo-lhes participar mais ativamente na sociedade e na vida política dos seus respectivos países”.

Por conseguinte, o Observador Permanente da Santa Sé chamou a atenção para “a necessidade de se trabalhar por uma paridade autêntica e verdadeira entre homens e mulheres na vida diária, sobretudo na vida familiar, a fim de que uma crescente reciprocidade possa levar, cada vez mais, à extinção das velhas formas de discriminação, em nome da paridade de dignidade entre homens e mulheres”.

Dom Janusz Urbańczyk concluiu seu pronunciamento afirmando que, “enquanto houver desigualdade entre os sexos, em termos de remuneração, seguro e segurança social, muito ainda tem a ser feito”.

Esta segunda reunião preparatória do 29º Fórum Econômico e Ambiental da OSCE teve lugar em Estocolmo, Suécia, como continuação da primeira, realizada em fevereiro passado, de modo virtual, na plataforma Zoom. O terceiro encontro preparatório conclusivo está previsto para se realizar nos dias 9 e 10 de setembro próximo, em Praga, República Tcheca.

Vatican News Service - IP

12 junho 2021, 08:07