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Diplomacia vaticana: modo concreto de alcançar as periferias

A função “eclesial” da diplomacia vaticana é ser um instrumento de comunhão que une o Romano Pontífice aos bispos e às respectivas Igrejas locais, é também a “via peculiar através da qual o Papa pode alcançar concretamente ‘as periferias’ espirituais e materiais da humanidade”, afirmou o arcebispo Gallagher, por ocasião dos 40 anos da assinatura do Acordo entre Santa Sé e Peru.

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A diplomacia vaticana foi o tema de um pronunciamento do secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher, por ocasião dos 40 anos da assinatura do Acordo entre a Santa Sé e o Peru, realizada em Lima em 19 de julho de 1980.

 “A ação diplomática da Santa Sé não se contenta em observar os acontecimentos ou avaliar o seu impacto, nem pode permanecer somente uma espécie de voz crítica da consciência”, analisou o arcebispo.

Ao invés, a “Santa Sé é chamada a agir para facilitar a convivência entre as várias nações, para promover aquela fraternidade entre os povos, onde o termo ‘fraternidade’ é sinônimo de colaboração factível, de verdadeira cooperação, concorde e ordenada, de uma solidariedade estruturada a favor do bem comum e dos indivíduos”.

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Diplomacia em caminho

É o próprio Papa Francisco, revela Dom Gallagher, a pedir à Santa Sé que “se mova no cenário internacional não para garantir uma genérica segurança, que se tornou ainda mais difícil neste período de instabilidade perdurante e de forte conflitualidade, mas para sustentar uma ideia de paz como fruto de relações justas, isto é, de respeito das normas internacionais, de tutela dos direitos humanos fundamentais, a começar pelos direitos dos últimos e mais vulneráveis”.

Neste contexto, acrescenta o arcebispo, a função “eclesial” da diplomacia vaticana é ser um instrumento de comunhão que une o Romano Pontífice aos bispos e às respectivas Igrejas locais, é também a “via peculiar através da qual o Papa pode alcançar concretamente ‘as periferias’ espirituais e materiais da humanidade”.

O secretário recordou que a rede diplomática da Santa Sé mantém relações bilaterais com 183 Estados, aos quais se acrescentam a União Europeia e a Soberana Ordem de Malta. Mantém, ainda, relações estáveis de tipo multilateral com inúmeras instituições intergovernamentais.

No fundo, concluiu o arcebispo, a “diplomacia da Santa Sé é uma diplomacia em caminho: um caminho longo, complexo e repleto de dificuldade, mas possível com a ajuda de Deus”.

08 novembro 2020, 09:10