Busca

Vatican News
Paolo Ruffini Paolo Ruffini  (Vatican Media)

Ruffini aos detentos: “Obrigado pelo que vocês nos ensinam”

Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação encontrou os detentos da Prisão de Rebbibia, em Roma, que participam da edição natalina de “O Evangelho dentro” deste Advento. Os presos receberam a Carta Apostólica do Papa Francisco sobre o presépio “Admirável sinal”

Cidade do Vaticano

O prefeito do Dicastério para a Comunicação Paolo Ruffini e o Diretor editorial Andrea Tornielli foram ao Cárcere de Rebbibia em Roma para encontrar os encarcerados que participam da edição natalina de “O Evangelho dentro”.  Todos os presidiários receberam de presente a Carta Apostólica do Papa Francisco sobre o presépio "admirável sinal". 

“A misericórdia é para todos”

"Visitar um cárcere é uma experiência que mexe com algo dentro de nós, provoca perguntas que nem sempre têm respostas, a não ser com a fé". O motivo, segundo Paolo Ruffini, é que “todos temos experiência do mal, mas também a misericórdia de Deus é para todos, como nos recorda Papa Francisco”. A escrita “A misericórdia de Deus é infinita” que na parede da capela local, faz com o prefeito comente: “Apenas graças à misericórdia do Senhor e ao encontro com Ele na fé que se pode recomeçar: este é o testemunho que nos dão os presos, nos recordam os limites humanos, que são também o motivo pelo qual Deus se encarnou no Menino Jesus”. Paolo Ruffini convida os detentos a recordar o Natal de quando eram crianças, para recuperar a pureza que só as crianças têm.

“Por que eles sim e eu não?”

Por que eles sim e eu não? Retomando as palavras do Papa esta é, ao invés, a pergunta que se faz o diretor editorial Andrea Tornielli todas as vezes que entra em uma prisão. Aos reclusos de Rebibbia fala da sua experiência no cárcere de Pádova e a história de um preso que o impressionou muito, pois recordava-lhe a página evangélica do Filho Pródigo. “De fato, ele me contava que depois de ter feito tanto mal ao seu pai, ainda se impressionava pelo forte abraço e o amor que seu pai o recebia toda a vez que voltava para casa em licença prêmio. “No cárcere mais do que nunca percebe-se algumas páginas vivas do Evangelho”, foi o seu testemunho.  

 

 

13 dezembro 2019, 14:28