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O documento reconhece que a juventude tem uma energia especial, tem uma sede de coisas boas e belas, desejo de novidade, de diálogo, de serviço, de vida em comunhão, um desejo forte de viver o Evangelho em maneira radical. O documento reconhece que a juventude tem uma energia especial, tem uma sede de coisas boas e belas, desejo de novidade, de diálogo, de serviço, de vida em comunhão, um desejo forte de viver o Evangelho em maneira radical.   (AFP or licensors)

Do Sínodo à JMJ: Jesus ouve e se relaciona

Caros amigos! O documento é intenso e cheio de informações. Muitas perguntas poderemos fazer e, esperamos, que na leitura pessoal e em comunidade consigamos boas conclusões e ações que, movidas pelo Espírito Santo, ajude a levar o evangelho de Cristo para o trabalho pastoral com os jovens.

Padre Douglas de Freitas Ferreira - Cidade do Vaticano

Caros amigos e amigas, ouvintes da Rádio Vaticano em língua portuguesa. Continuamos hoje, com o quarto programa, a série que quer auxiliar a leitura e a meditação do documento final do Sínodo dos Jovens. Espero, sinceramente, que os encontros estejam ajudando a você, a sua comunidade, a sua Diocese, o seu grupo de jovens. Não se esqueça, escreva-nos e mande dicas e sugestões.

No encontro anterior, resumíamos os dois primeiros capítulos da primeira parte; Víamos que, como aconteceu com os discípulos de Emaús, Jesus, também hoje, caminha com o seus discípulos e ouve o seu povo e, nele, também os jovens. Hoje falaremos dos capítulos três e quatro da primeira parte do documento.

Ouça a reflexão do padre Douglas Ferreira

No capítulo terceiro os padres identificaram que a família, mesmo em meio as crises , é para os jovens uma instituição de grande valor e constitui um ponto referencia para a vida e formação pessoal, quando ao mesmo tempo, o desejo de formar uma família está presente no horizonte da juventude. A identidade que a família dá a cada membro: ser pai, mãe, filho, avô, evidencia os padres, é decisiva para o crescimento pessoal e a transmissão da fé. No documento, os jovens, sublinharam também a importância da amizade no auxílio da vida de fé que, através de grupos coesos, constitui um grande recurso de ajuda reciproca para a vida social e a vida na fé.

Um ponto importante do capítulo três é sobre a questão da corporeidade e afetividade. Em um contexto social de mudanças os padres perceberam que os jovens, que valorizam o corpo e os afetos em maneira positiva, encontram, ao mesmo tempo, dificuldade para viver em plenitude os dons próprios do corpo por que: de um lado existe grande banalização nas relações interpessoais, certo estimulo exibicionista, pornografia, a falta de educação dos afetos, o contexto social ideologizado, etc., e, igualmente, dizem os padres, a dificuldade de absorver os conteúdos da doutrina moral da Igreja que, mesmo sendo ensinamento evangelico, não é traduzido em uma linguagem acessível aos jovens.

O quarto capítulo com o título: «ser jovens hoje», é interessante. O documento reconhece que a juventude tem uma energia especial, tem uma sede de coisas boas e belas, desejo de novidade, de diálogo, de serviço, de vida em comunhão, um desejo forte de viver o Evangelho em maneira radical. Todos as características acenadas encontram a propria expressão na música, na arte, no sport, no engajamento político, na missão e a Igreja, diz os Padres, é chamada abrir espaços para que tais expressões sejam cultivadas e amadurecidas.

Ao mesmo tempo, o documento, faz uma aproximação para a realidade da espiritualidade e demonstra que a realidade é diversa, no entanto, uma característica é comum: ao querer buscar o senso da vida, os jovens fazem um grande apelo religioso, tem grande vontade de Deus, o que não pode ser desconsiderado; o desejo de Deus encontra sua satisfação no encontro com Cristo Ressuscitado, os jovens, no fundo, gritam: queremos ver Jesus.

Obrigado pela sua companhia, voltaremos no próximo sábado! Deus os abençoe.

24 novembro 2018, 07:53