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Vatican News
14-12-2017 Papa Francesco  e S.E. Mons. Bernardito C. Auza Papa Francisco e D. Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé na ONU  (Vatican Media)

D. Auza na ONU: só o direito pode garantir a paz

"A paz só pode ser sustentável se for acompanhada pela justiça”. São palavras de D. Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas ao Conselho de Segurança da ONU

Cidade do Vaticano

“A responsabilidade por ter cometido graves injustiças e violações dos direitos humanos e a necessidade de restabelecer a justiça não pode ser ignorada ou sacrificada em nome de uma instável e provisória pseudo-estabilidade. A paz só pode ser sustentável se for acompanhada pela justiça”. São palavras de D. Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas ao Conselho de Segurança da ONU em um debate sobre a promoção e o fortalecimento do Estado de direito na manutenção da paz e da segurança.

Não a uma ética de medo e destruição

D. Auza recordou do discurso do Papa Francisco à Assembleia Geral em 2015 e manifestou sua consideração pelos esforços do Conselho de Segurança e dos países membros das Nações Unidas em apoiar o direito internacional, único caminho para evitar “não apenas os conflitos, mas também para evitar de maneira definitiva de recorrer a um contexto de relações internacionais baseadas em uma ética de ‘medo e destruição’, que pode levar à devastação recíproca e de toda a humanidade”.

O papel dos tribunais internacionais

“A impunidade não pode ser tolerada no caso de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade ou pelas violações do direito humanitário internacional”, prosseguiu D. Auza, elogiando depois o papel dos vários tribunais nacionais e internacionais, “onde estes crimes são investigados corretamente e sancionados de modo apropriado”.

Garantir a justiça aos mais vulneráveis

O objetivo, conclui D. Auza, é o de garantir o acesso à justiça para os que mais sofrem nos conflitos, “em particular mulheres, crianças, e vítimas de perseguições religiosas e étnicas, cujas vozes não são ouvidas nas negociações de paz e nos processos após as guerras”.

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18 maio 2018, 13:55