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Uma mulher síria entre os escombros de Zamalka, Goutha oriental Uma mulher síria entre os escombros de Zamalka, Goutha oriental  (AFP or licensors)

Santa Sé na ONU: dignidade da mulher instrumento de paz

Garantir que a voz das mulheres e sua participação efetiva nos processos de reconstrução da paz sejam garantidas.

Cidade do Vaticano

“A Santa Sé junto com a Comunidade internacional a fim de garantir às mulheres não somente a paz e a segurança, mas também o seu maior envolvimento nos processos de reconstrução da paz, não obstante o aumento dos desafios e a situação internacional complexa.”

Em seu pronunciamento nesta segunda-feira (16/04), em Nova Iorque, no Debate do Conselho de Segurança das Nações Unidas “Mulheres, paz e segurança”, o núncio apostólico, Dom Bernardito Auza, observador permanente da Santa Sé na ONU, evidenciou três pontos fundamentais aos quais a Santa Sé está muito atenta e comprometida junto com o Conselho de Segurança em prol do respeito da dignidade da mulher.

1.  Prevenção de conflitos incentivando o diálogo e a negociação. Garantir que a voz das mulheres e sua participação efetiva nos processos de reconstrução da paz sejam garantidas.

2.  Prevenção de toda forma de violência contra as mulheres nas áreas de conflito. A proteção de seus direitos e interesses devem fazer parte de todo âmbito das operações de paz.

3.  Atenção e compromisso a fim de prevenir a violência contra a mulher também em situações de pós-conflito, promovendo a educação e o desenvolvimento econômico e social a fim de que os benefícios possam ser usufruídos por toda a população.

Igreja e educação

Em relação ao processo de educação das populações, o núncio apostólico recordou o compromisso concreto e sempre presente da Igreja católica, sobretudo em prol de mulheres e garotas capazes de contribuir para a paz e a harmonia das famílias e da sociedade.

As palavras do Papa em Porto Maldonado

Na conclusão de seu discurso, Dom Auza citou as palavras proferidas no Peru, em 19 de janeiro passado, pelo Papa Francisco: “Não podemos «olhar como normal» a violência, tomá-la como uma coisa natural. Não, não se «considere normal» a violência contra as mulheres, mantendo uma cultura machista que não aceita o papel de protagonista da mulher nas nossas comunidades. Não nos é lícito virar cara para o outro lado, irmãos, e deixar que tantas mulheres, especialmente adolescentes, sejam «espezinhadas» na sua dignidade.”

 

17 abril 2018, 20:04