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A oração de Francisco pelas vítimas do desastre no Himalaia

A Índia e o Extremo Oriente, nas palavras do Papa no final da catequese da Audiência Geral desta quarta-feira. Francisco manifestou sua proximidade aos feridos e desaparecidos na tragédia do último domingo causado pelo rompimento de uma geleira no Himalaia e depois desejou paz, bem e fraternidade para o novo ano que se inicia na sexta-feira, 12 de fevereiro, em muitos países do Extremo Oriente.

Gabriella Ceraso/Mariangela Jaguraba – Vatican News

O desastre ambiental do último domingo (07/02), no estado de Uttarakhand, no norte da Índia, com suas 32 vítimas e cerca de 170 desaparecidos, esteve no centro da oração do Papa Francisco no final de sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira (10/02):

Expresso minha proximidade às vítimas da calamidade ocorrida três dias atrás no norte da Índia, onde parte de uma geleira se rompeu, causando uma enchente violenta que atingiu os canteiros de obras de duas usinas hidrelétricas. Rezo pelos trabalhadores falecidos e seus familiares, e por todas as pessoas feridas e danificadas.

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Prosseguem as buscas mesmo durante a noite. Os socorristas estão tentando resgatar 34 trabalhadores hidrelétricos presos num túnel. Lembramos que a tragédia foi causada pelo rompimento de um pedaço de geleira no lago artificial criado pela barragem de Rishiganga no rio Alaknanda, no Himalaia, próximo ao Parque Nacional Nanda Devi. A ruptura da represa gerou uma grande inundação que forçou a evacuação de muitos povoados. Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas numa área muito frágil do ponto de vista ambiental e onde em junho de 2013 as chuvas causaram terríveis enchentes, custando a vida de mais de 5 mil pessoas. Um desastre chamado de “tsunami do Himalaia”, por causa das torrentes de água desencadeadas na região montanhosa.

As palavras do Papa seguem as condolências expressas pelos bispos indianos pela “perda de tantas vidas preciosas” no que eles chamaram de “verdadeiro desastre natural”, confiando no máximo compromisso do governo não obstante o “lugar particularmente difícil e as condições climáticas adversas”.

Que o Ano Novo Lunar traga paz, fraternidade e saúde

No final de sua catequese, com seu olhar sempre voltado para o Oriente, o Papa saudou e dirigiu suas felicitações de paz e bem aos milhões de pessoas que, no dia 12 de fevereiro, da China ao Vietnã, da Coreia ao Japão, no Extremo Oriente, celebrarão o Ano Novo de acordo com o calendário lunar. Em tempos de pandemia, que a saúde, o bem e a fraternidade sejam a nossa vida diária:

Desejo enviar minhas cordiais saudações, junto com os votos de que o Ano Novo possa trazer frutos de fraternidade e solidariedade. Neste momento particular, em que existem grandes preocupações para enfrentar os desafios da pandemia, que afeta não apenas o corpo e a alma das pessoas, mas também suas relações sociais, desejo que todos possam desfrutar de plena saúde e serenidade de vida.

E se o desejo é de saúde e serenidade, o Papa não deixa de pedir o dom da paz com um olhar preferencial na atenção as pobres:

E enquanto finalmente os convido a rezar pelo dom da paz e por todos os outros bens, lembro-lhes que eles são obtidos com bondade, respeito, previdência e coragem. Nunca se esqueça de ter um cuidado preferencial com os mais pobres e frágeis.

10 fevereiro 2021, 11:57