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Francisco recebeu funcionários do Inspetorado de Segurança Pública do Vaticano Francisco recebeu funcionários do Inspetorado de Segurança Pública do Vaticano  (Vatican Media)

Papa encontra agentes de segurança: os "especialistas em proximidade"

O Papa Francisco, ao receber nesta quinta-feira (17/01) os agentes de segurança do Vaticano, enalteceu os valores cristãos que devem direcionar o estilo de trabalho junto aos peregrinos e turistas que visitam diariamente a Praça e a Basílica de São Pedro. O Pontífice também reconheceu e agradeceu a competência e generosidade dos “especialistas em proximidade” com que exercem o serviço em nome da Santa Sé.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (17/01), na Sala Clementina, os funcionários do Inspetorado de Segurança Pública do Vaticano, uma pequena representação de 100 mil policiais em serviço em toda a Itália. Já é tradição de início de ano o Pontífice encontrá-los em audiência.

No discurso, depois de manifestar o afeto, o respeito e renovar o reconhecimento pelo “louvável serviço” que os agentes e dirigentes prestam diariamente à Santa Sé e à Cidade do Vaticano, o Papa desejou um “ano novo rico de valores humanos e cristãos que rendem bonita e profícua a existência”. Francisco lembrou das recentes festividades de Natal e Epifania que dão “a possibilidade de meditar mais uma vez” sobre a manifestação de Jesus na terra, revelando a proximidade e o amor de Deus a nós.

“A sua presença dá sentido à nossa vida e nos estimula à esperança, ajudando-nos a levantar o olhar além das dificuldades e dos problemas de cada dia. Ao mesmo tempo nos empurra para a caridade, para viver as nossas relações com postura fraterna e misericordiosa, especialmente com as pessoas que sofrem por doença, abandono e marginalização.”

Peregrinos e turistas merecem paciência e compreensão

O Papa Francisco enfatizou a necessidade dos agentes de Segurança Pública, chamados pelo Pontífice de “especialistas em proximidade”, de ter esse tipo de postura ao se aproximar diariamente dos peregrinos e turistas que chegam à Basílica de São Pedro provenientes de diferentes partes do mundo. O trabalho de vigilância e ordem pública, então, ganhou mais uma vez o reconhecimento público do Pontífice:

“É frequentemente reconhecida a competência e sensatez de vocês ao enfrentar as várias situações, inclusive aquelas mais críticas, e disso eu também quero dar o crédito. Agradeço muito pelo profissionalismo e generosidade de vocês! Exorto para perseverar e procurar o melhor no estilo de trabalho de vocês, esforçando-se para acolher todos com muita paciência e compreensão, sobretudo naqueles momentos em que se sobressaem o cansaço ou o peso de situações desagradáveis.”

Papa agradece colaboração dos agentes

O Pontífice, então, se mostrou conhecedor das adversidades impostas, dia e noite, pelo tipo de trabalho dos agentes de Segurança tanto na Praça São Pedro como nas proximidades do Vaticano, independente das condições climáticas, favoráveis ou adversas. Francisco agradeceu tamanho empenho e dedicação para sua segurança e de milhares de fiéis:

“Quando penso na disponibilidade e no espírito de sacrifício de vocês, sinto admiração e edificação, e também um pouco de vergonha quanto penso em muitas pessoas que se dizem cristãs e que não estão à altura do exemplo de vocês. Não posso esquecer, então, a eficaz colaboração de vocês nas minhas visitas pastorais às paróquias e nas outras comunidades de Roma, como também nos momentos em que me desloco para outras localidades italianas.”

Papa pede para preservar raízes culturais

O Papa Francisco, ao finalizar o discurso, lembrou das palavras do chefe de Polícia e diretor-geral da Segurança Pública da Itália, Franco Gabrielli, quando abordou “o sentido de pertença”. Gabrielli comentou que os agentes de segurança são homologados por usar um mesmo uniforme, mas uma roupa que é a expressão de “um patrimônio de valores” e a descrição de “um sentido profundo de pertença à comunidade”. O Pontífice, então, acrescentou:

“ Existe o perigo de perder (o sentido de pertença) nesta sociedade. Vocês protegem a praça, protegem as minhas viagens, protegem tantas coisas, mas vou pedir um favor: se esforcem também para preservar as raízes culturais da cidade, da pátria, da cultura. Esta civilização corre o perigo de perder as raízes, e nós sabemos que sem raízes não se cresce e que aquilo florescido na árvore, vem daquilo que está enterrado. E se esforcem nisso: preservar as raízes, porque as raízes são aquelas que nos dão identidade. A nossa identidade é aquela de hoje, mas vem das raízes e será transmitida aos nossos filhos, aos nossos netos, mas sempre das raízes. Obrigado por fazer isso. ”

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17 janeiro 2019, 10:27