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2015-02-02 Papa Francesco e mons. Gintaras Grusas vescovo di Vilnius 2015-02-02 Papa Francesco e mons. Gintaras Grusas vescovo di Vilnius 

Papa esperado em Vilnius como mensageiro de esperança

Dom Gintaras Grušas, presidente dos bispos da Lituânia, fala sobre a grande expectativa pela visita do Papa Francisco e que todos esperam suas palavras de esperança

Cidade do Vaticano

A Lituânia que Papa Francisco encontrará no próximo sábado, 22 de setembro, é bem diferente daquela encontrada por João Paulo II 25 anos atrás, porém, hoje como então, a expectativa é grande pela visita papal. São palavras de Dom Gintaras Grušas, arcebispo de Vilnius e presidente da Conferência Episcopal da Lituânia. “Há um grande entusiasmo por parte de todos, e esperamos Papa Francisco – diz Dom Grušas – e tudo o que nos dirá e compartilhará conosco. A sua visita coincide com os 25 anos da visita de João Paulo II. Portanto é com este espírito que recebemos sua mensagem. Na época, São João Paulo II dirigiu-se a nós e nos falou de nossos problemas e da nossa situação de 25 anos atrás: o fim do comunismo”.

Francisco esperado como mensageiro de esperança

Agora, prossegue o presidente do episcopado lituano, “esperamos Papa Francisco, esperamos suas palavras para enfrentarmos a situação atual para que nos traga esperança e capacidade de olhar para dentro de nós mesmos. Espero que nos contagie com a sua alegria e a sua esperança”. Para Dom Grušas, o desejo é que “o Santo Padre nos mostre a direção da esperança e como podemos enfrentar os desafios da sociedade de hoje: os desafios diante dos quais nos encontramos no dia a dia. Isso é o que nós esperamos”.

Depois do fim do comunismo, precisa-se da liberdade responsável

O bispo de Vilnius está convencido de que o tema da liberdade será o centro desta visita. “Vinte cinco anos atrás – sublinha – vimos a liberdade como algo que tinha chegado e era o oposto da opressão da ditadura externa: liberdade como autodeterminação de um Estado. Hoje, ao invés, enfrentamos o desafio da liberdade de um modo completamente diferente: usar a nossa liberdade corretamente para um bem comum”.

Portanto, evidenciar alguns problemas que a sociedade lituana está enfrentando: “Atualmente nos encontramos diante de desafios como a grande imigração, a alta porcentagem de dependentes do álcool e de suicídios e também de divórcios, problemas que em parte foram influenciados pelas feridas do passado”.

“Sobre a liberdade é importante não apenas deixar as pessoas fazerem o que querem, mas compreender a liberdade como responsabilidade para o futuro”

O Papa encontrará uma Igreja que sofreu o martírio

Um outro elemento importante, sublinhou Dom Grušas, é o martírio que viveu a Igreja da Lituânia. “Penso – explica – que o Papa, visitando estes países, visitará os lugares onde as pessoas sofreram, onde a Igreja sofreu. As pessoas aprenderam a lição da importância da oração pelo renascimento: os últimos 25 anos foram anos de renascimento para a nossa Igreja, pelos sofrimentos e feridas que sofreu e que agora estão dando muitos frutos.

Um dos lugares que o Papa visitará na Lituânia – evidencia o bispo – é a prisão do KGB e visitará também o memorial do Holocausto dos judeus no gueto. Esses são sinais das grandes feridas no Corpo de Cristo que sofremos nos últimos cem anos. A oração e a cura das feridas são o modo pelo qual a sociedade pode ir adiante”.

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20 setembro 2018, 11:18