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Bispos da Conferência Episcopal da Federação Russa em Visita ad Limina Apostolorum Bispos da Conferência Episcopal da Federação Russa em Visita ad Limina Apostolorum  (Vatican Media)

Papa encontra bispos da Federação Russa

Estamos vivendo um período de grande esperança. A afirmação é de Dom Paolo Pezzi um após o encontro do Papa Francisco com os bispos da Federação Russa. E acrescenta: nosso compromisso é o humilde acompanhamento das pessoas, especialmente das mais necessitadas.

Cidade do Vaticano

Estar perto das pessoas que esperam a Palavra de Deus: é o que deseja o Papa Francisco falando aos bispos da Conferência Episcopal da Federação Russa, nestes dias, em visita ad Limina Apostolorum. A audiência com Francisco foi realizada na manhã de segunda-feira, enquanto a visita continua agora com encontros com os responsáveis dos vários Dicastérios do Vaticano. Na manhã desta terça-feira, por exemplo, a visita ao Dicastério para o Serviço Integral de Desenvolvimento Humano.

A audiência com o Papa: os temas centrais abordados

No dia seguinte à audiência com o Papa Francisco, Dom Paolo Pezzi, presidente da Conferência Episcopal Russa, nos contou algo sobre o encontro:

“Eu diria que o encontro foi muito bom. Ficamos muito impressionados pela cordialidade, atenção e disponibilidade demostradas pelo Papa para conosco. O encontro foi longo porque ficamos duas horas conversando com ele. O Papa estava muito interessado em primeiro lugar, sobre a nossa vida como bispos, portanto como pastores, sobre a nossa vida pessoal e sobre a nossa atividade pastoral. Além do mais abordamos questões relacionadas ao nosso estar perto do povo, para procurar viver e realizar a nossa missão para o povo de Deus e com o povo de Deus”.

Este é um ponto sobre o qual o Papa Francisco retorna frequentemente: os pastores devem estar perto das ovelhas. Qual é hoje a situação na Federação Russa das pessoas, antes mesmo da Igreja?

“Eu diria que a situação do povo é semelhante a do Natal, isto é, pessoas que esperam ser visitadas pelo Senhor. Neste sentido poderíamos dizer que estamos vivendo um período de grande esperança, de grande renovação. Claro, isso não significa um tempo de triunfalismo, absolutamente; é um tempo de humilde cotidiana missão de acompanhamento das pessoas, especialmente das mais necessitadas. Eu diria que o clima de esperança é o que talvez mais nos caracterize neste momento”.

As relações com a Igreja Ortodoxa em que ponto estão?

Devemos dizer que, especialmente após o encontro de Cuba há dois anos entre o Papa e o Patriarca de Moscou e de todas as Russias, Kirill, há, sobretudo, a intensificação de uma colaboração ativa no contexto de um comum testemunho. Em setores como a defesa da vida, a assistência às pessoas com dependências - toxicodependentes e outros – no âmbito da família, foram realizadas e continuam a ser implementadas uma série de iniciativas envolvendo ortodoxos e católicos em nível local, isto é, russos, mas com a possibilidade de participação de católicos de outros países do mundo. 

30 janeiro 2018, 16:06