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Erupção do vulcão Semeru deixa mortos e feridos na Indonésia

A última vez que o Semeru entrou em erupção foi em janeiro, sem causar vítimas. A Indonésia, um arquipélago com mais de 270 milhões de habitantes, é propenso a terremotos e atividades vulcânicas porque fica ao longo do "Anel de Fogo" do Pacífico, uma série de falhas geológicas em forma de ferradura.

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Subiu para 34 o número de mortes causadas pela erupção do vulcão Semeru em Java, a ilha mais populosa da Indonésia. 17 pessoas continuam desaparecidas, há 56 feridos e 3.697 habitantes tiveram que ser evacuados, informou na terça-feira, 7, a Agência Nacional de Mitigação de Desastres (BNPB).

As equipes de emergência estabeleceram um raio de exclusão de 5 quilômetros ao redor da cratera, informando que quase 3.000 casas e 38 escolas foram danificadas, além de uma ponte vital para a ligação de duas das principais cidades da região.

Nesta segunda-feira, grandes quantidades de cinzas e gás incandescente continuavam a ser expelidas da montanha mais alta de Java, dificultando a busca pelos 27 desaparecidos.

As fotos tiradas dos aviões mostram uma paisagem coberta de lama e cinzas vulcânicas, que engolfaram ruas inteiras, casas e meios de transporte. Devido às novas erupções e o lançamento de cinzas, as equipes de resgate tiveram que interromper as buscas em algumas áreas.

As escavações para encontrar quaisquer sobreviventes ou seus corpos tornam-se ainda mais difíceis com o endurecimento da lava; as autoridades proibiram os habitantes do local de se aproximarem da cratera: o ar é de fato irrespirável e pode criar problemas de saúde. Dos desaparecidos, cerca de quinze estavam no escritório de uma mina de areia no povoado de Kampung Renteng, que foi sepultado pelas cinzas da erupção; outros foram enterrados enquanto estavam em seus carros.

O Monte Semeru, no distrito de Lumajang, lançou  no sábado grossas colunas de cinzas e fumaça a mais de 12.000 metros, gás incandescente e lava desceram as encostas após uma erupção repentina desencadeada por fortes chuvas. 

Eko Budi Lelono, que chefia o centro de pesquisa geológica, explicou que a erosão provocada pela tempestade derrubou o topo do Semeru, facilitando a erupção. O especialista informou que os fluxos de gás e lava atingiram uma distância de 800 metros pelo menos duas vezes no sábado.

Os residentes foram aconselhados a ficar a 5 quilômetros da entrada da cratera. Várias centenas de pessoas foram transferidas para abrigos temporários, mas o apagão de eletricidade dificultou a evacuação. Os destroços e lava misturados com a chuva formaram uma lama espessa que destruiu a principal ponte que conectava Lumajang e o distrito vizinho de Malang, bem como uma ponte menor. TVs locais mostraram pessoas gritando e correndo sob uma enorme nuvem de cinzas, com os rostos molhados de chuva e poeira vulcânica.

A porta-voz do Ministério dos Transportes, Adita Irawati, disse que seu escritório emitiu um alerta a todas as companhias aéreas para evitarem rotas próximas ao vulcão, acrescentando que as operações de voo prosseguem conforme planejado e que as autoridades continuarão a monitorar a situação.

A última vez que o Semeru entrou em erupção foi em janeiro, sem causar vítimas. A Indonésia, um arquipélago com mais de 270 milhões de habitantes, é propenso a terremotos e atividades vulcânicas porque fica ao longo do "Anel de Fogo" do Pacífico, uma série de falhas geológicas em forma de ferradura.

*Notícia atualizada às 19h28 de terça-feira, com informações de Agências

05 dezembro 2021, 12:17