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Paquistão. Agente social ajuda famílias pobres: o bom samaritano de Faisalabad

Quando Masih tomou consciência de situações de extrema pobreza que afetavam pessoas que queriam mudar suas vidas e proporcionar alívio econômico para si e suas famílias, ele as apoiou em atividades simples como serviços de transporte usando riquixás motorizados, pequenas lojas, alfaiataria, salões de beleza. Forneceu bovinos e ovinos para aqueles que tinham os conhecimentos e habilidades para utilizá-los em um empreendimento lucrativo. Este tem sido um sinal forte e uma nova oportunidade para muitos necessitados

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Não dar diretamente dinheiro aos pobres, mas ajudá-los a empreender uma atividade própria para ganhar o pão: inspira-se nessa filosofia o "Centro de Recursos do Bom Samaritano", uma pequena organização iniciada por Rehan Masih, um agente social católico do distrito de Warispura em Faisalabad, no Paquistão.

Embora dispondo de recursos muito limitados, sua intenção é seguir à risca o convite evangélico da parábola do Bom Samaritano: "Cuida dele; o que gastares a mais, em meu regresso te pagarei " (Lucas 10, 35).

As experiências de vida o convenceram cada vez mais a cada dia "como é melhor ensinar a pescar do que distribuir um peixe", como ele muitas vezes adora repetir. E assim, nos últimos seis meses, junto com alguns parentes, iniciou mais de dez pequenas atividades cuja administração foi confiada a famílias cristãs pobres, enquanto outras cinquenta estão prestes a começar.

Um sinal forte e uma nova oportunidade

Quando Masih tomou consciência de situações de extrema pobreza que afetavam pessoas que queriam mudar suas vidas e proporcionar alívio econômico para si e suas famílias, ele as apoiou em atividades simples como serviços de transporte usando riquixás motorizados, pequenas lojas, alfaiataria, salões de beleza. Forneceu até mesmo bovinos e ovinos para aqueles que tinham os conhecimentos e habilidades para utilizá-los em um empreendimento lucrativo.

Este foi um sinal forte e uma nova oportunidade para aqueles que tinham sido reduzidos a mendigar ou mesmo envolvidos por desespero em tráficos irregulares ou se encontraram estrangulados por empréstimos.

Acompanhamento diário

O centro, esclareceu Rehan, não passa dinheiro para ninguém: ele mesmo cuida da compra do equipamento e o fornece, evitando assim que os fundos - também encontrados graças à contribuição de seus parentes dos Estados Unidos ("que só Deus pode pagar", diz ele) - sejam utilizados para outros fins: junto com os beneficiários ele escolhe todo o material necessário para a atividade e depois o entrega.

Sua intenção é dar a todas as famílias o que é doado a ele "sem nenhuma recompensa": não se conserva uma única rúpia (moeda paquistanesa, ndr), tudo é destinado ao início do trabalho que sempre envolve novas famílias com as quais ele conversa diariamente.

Testemunho de beneficiados pela iniciativa de Masih

"Eles me ajudaram, em um momento difícil, a permanecer de pé sozinho. Foi Rehan e sua equipe que me forneceram as máquinas, tecidos e roupas", diz uma pessoa com deficiência que iniciou uma alfaiataria graças à intervenção providencial de Masih; com sua nova ocupação agora faz uniformes escolares e roupas para homens e mulheres, ganhando pelo menos vinte dólares por dia.

Outra pessoa, após anos de sacrifício e pobreza extrema que o trabalho em uma empresa de limpeza não conseguiu resolver, obteve um riquixá no qual finalmente encontrou a paz econômica para todas as despesas domésticas.

(L’Osservatore Romano)

18 junho 2021, 11:41