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Terra Santa: confrontos em Jerusalém. CMI, não à violência

O secretário-geral interino do CMI, reverendo Ioan Sauca, pediu às autoridades israelenses que respeitem o status quo dos lugares santos na Cidade Velha de Jerusalém, no interesse da paz e da estabilidade.

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O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) condena a violência ocorrida na noite de 7 de maio, na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, onde milhares de palestinos reunidos para a última grande oração de sexta-feira antes do fim do mês do Ramadã se confrontaram novamente com a polícia israelense. O balanço é de mais de 200 feridos.

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O secretário-geral interino do CMI, reverendo Ioan Sauca, pediu às autoridades israelenses que respeitem o status quo dos lugares santos na Cidade Velha de Jerusalém, no interesse da paz e da estabilidade. "Também pedimos a todos que se abstenham de mais violência e ações provocatórias e desestabilizadoras", acrescentou ele.

Os confrontos, um dos mais violentos dos últimos anos na Jerusalém Oriental, se inserem num quadro de forte tensão política e social desencadeado pelo possível despejo de famílias palestinas do subúrbio de Sheikh Jarrah, perto da Cidade Velha, em benefício dos colonos israelenses. As autoridades estão em alerta máximo antes do festival Eid-al-Fitr de 12 de maio, que marca o fim do Ramadã e atrai milhares de muçulmanos para a Esplanada das Mesquitas.

A escalada também preocupa o Conselho Mundial de Igrejas, que desde 2008 vem ajudando a comunidade palestina do Sheikh Jarrah através de seu Programa de Acompanhamento Ecumênico em Israel e na Palestina (Eappi) e apoiando famílias ameaçadas de expulsão.

"Em nome da comunidade ecumênica global de igrejas, expresso profundo pesar pela situação das famílias palestinas de Sheikh Jarrah e pela desordem e violência que se seguiram", declarou Sauca. A resposta, disse ele, "não deve mais ser violência, mas compaixão e justiça para o povo palestino afetado por esta situação injusta".

A controvérsia jurídica de longa data que gerou protestos diz respeito a quatro casas habitadas por famílias palestinas, localizadas em terras reivindicadas por judeus. A Suprema Corte israelense convidou as partes a buscarem um acordo, mas em vão. Daí a decisão de discutir a disputa no tribunal para resolvê-la com uma sentença. A audiência está agendada para esta segunda-feira, 10 de maio, e corre o risco de desencadear mais violência. Para os palestinos de Sheikh Jarrah, a expropriação de terras representa mais um passo no objetivo dos colonos judeus de expulsar os árabes da Jerusalém Oriental.

Vatican News Service - LZ/MJ

10 maio 2021, 13:53