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Bolivianas quéchuas na fronteira entre Peru e Bolívia Bolivianas quéchuas na fronteira entre Peru e Bolívia 

"Terrorismo nunca mais!" Bispos do Peru deploram ato do Sendero Luminoso que matou 14

O Sendero Luminoso é uma organização terrorista de inspiração maoísta fundada na década de 1960 pelos corpos discentes e docentes de universidades do Peru (especialmente da província de Ayacucho). Após a prisão de seu líder máximo Abimael Guzmán, em setembro de 1992, as atividades do grupo haviam diminuído consideravelmente.

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Dom Miguel Cabrejos, presidente da Conferência Episcopal peruana, expressou por meio de uma nota divulgada na segunda-feira, 24, sua "mais profunda condenação" pelo assassinato na noite de 23 de maio, de pelo menos 14 pessoas, incluindo duas crianças, na cidade de San Miguel del Ene, localizada na divisa entre Junín e Ayacucho, no Vale dos rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), pelas mãos da organização terrorista Sendero Luminoso, liderada por Victor Quispe Palomino. No local do massacre foram encontrados panfletos exortando os peruanos a se absterem de participar das eleições marcadas para 6 de junho.

“Ninguém tem o direito de tirar a vida de alguém. A vida é sagrada”, disse o prelado, sublinhando no texto como este trágico acontecimento recorda “a época de barbárie e terror” que o país viveu há mais de 20 anos, e que resultou na morte de mais de 70.000 pessoas e um grande número de desaparecidos.

“Terrorismo nunca mais. Violência no Peru nunca mais, de onde quer que venha. Nosso país tem o direito de viver em paz e construir um futuro em benefício de todos”, continuou o arcebispo de Trujillo. “Rezo a Deus pelo descanso eterno dessas vítimas, para que suas famílias encontrem paz e conforto, e que sejam totalmente esclarecidos esses acontecimentos”, concluiu.

Vatican News Service - AP

25 maio 2021, 11:02