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Em Paris uma Cúpula sobre a Biodiversidade Em Paris uma Cúpula sobre a Biodiversidade 

Comunidade internacional se reúne em Paris para proteger a biodiversidade

Está sendo realizada em Paris, a quarta edição do “One Planet Summit”, uma cúpula internacional dedicada à biodiversidade. O encontro virtual visa envolver o maior número possível de forças para uma mudança de valores e uma economia integral. A pandemia de coronavírus indicou claramente os efeitos negativos de uma abordagem destrutiva do homem contra a natureza

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Com o Patrocínio da França, das Nações Unidas e do Banco Mundial, a comunidade internacional está reunida virtualmente em Paris com o objetivo de intensificar e lançar novos planos de conservação após um ano de quase total inação, e à prevenção de pandemias como a da covid-19. Segundo o comunicado de apresentação da quarta edição do “One Planet Summit” a cúpula pretende repensar a relação com a natureza e envolver o maior número possível de protagonistas para uma mudança de valores, modelos de desenvolvimento econômico e consumo que vão além do atual paradigma de produção que até agora danificou três quartos da superfície da Terra.

Há mais de um milhão de espécies em risco de extinção no mundo, que estão desaparecendo a uma velocidade cem a mil vezes maior do que no passado. Estes são os dados recentes fornecidos pelas Nações Unidas que, nestes meses marcados pela pandemia de Covid-19, destacam ainda mais a ligação entre o homem e a natureza, seu impacto na economia e na vida cotidiana e os perigos resultantes da destruição do meio ambiente.

Os temas do encontro

Durante o encontro serão abordados quatro temas relacionados à preservação da vida: a proteção dos ecossistemas terrestres e marinhos através de áreas protegidas e a preservação das espécies que ali vivem; o desenvolvimento de uma agroeconomia sustentável que permita a redução da poluição, o aumento de empregos e a produção de alimentos seguros; a criação de fundos de investimento públicos e privados para a proteção e restauração dos ecossistemas e, sobretudo, a relação entre desmatamento, espécies animais e saúde humana, com os possíveis riscos associados ao contato com espécies silvestres.

Prevenindo futuras pandemias

O objetivo deste último ponto é poder colaborar melhor para evitar futuras pandemias, que, como disse o Painel de Biodiversidade da ONU em outubro passado, "provavelmente acontecerão mais vezes, matarão mais pessoas e prejudicarão ainda mais a economia global, sem uma mudança radical na maneira como os seres humanos tratam a natureza".

O compromisso da Santa Sé

Uma "aliança entre o homem e o meio ambiente" que parece cada vez mais necessária para promover uma "educação para a ecologia integral", afirmou o Papa Francisco em dezembro passado em uma mensagem em vídeo à High Level Virtual Climate Ambition Summit. Na ocasião que celebrava os cinco anos dos acordos de Paris, o Pontífice reiterou o que foi escrito na encíclica Laudato si' ao dizer que "a mudança climática é um problema global com sérias implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, e constitui um dos principais desafios atuais para a humanidade". "Cuidar do mundo que nos rodeia e nos sustenta", afirma a encíclica Fratelli tutti, "significa cuidar de nós mesmos". Um desafio da civilização, foi definido pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, que chamou a atenção ao afirmar que uma maior consciência global sobre o tema da luta contra a mudança climática muitas vezes não é seguida por uma resposta política rápida.

11 janeiro 2021, 12:51