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Jovens cristãos pedem uma ação imediata em prol da justiça climática

“Sentimos a responsabilidade de colocar em discussão o nosso estilo de vida atual que está causando danos e destruição generalizada aos habitantes da Terra, humanos e animais, e transtornos nos ecossistemas", ressaltam os jovens.

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Jovens cristãos mundo inteiro unidos para pedir, aos líderes políticos e aos religiosos, uma ação imediata para a justiça climática. Vários movimentos e organizações cristãs, como o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), aderiram ao apelo, lançado on-line nos últimos dias por várias entidades ecumênicas europeias, junto com a União Budista Junge.

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“A destruição prolongada e contínua da Terra, nossa Casa comum, vai diretamente contra aos valores e ensinamentos que nós, jovens fiéis, abraçamos e apoiamos”, ressalta o texto publicado no site do CMI. “Sentimos a responsabilidade de colocar em discussão o nosso estilo de vida atual que está causando danos e destruição generalizada aos habitantes da Terra, humanos e animais, e transtornos nos ecossistemas, e reconhecemos que devemos rever a nossa ideia de 'progresso' para realizar um mundo mais justo e igual para todos”.

Os jovens cristãos se comprometem a “trabalhar por soluções e estratégias para reduzir o gás carbônico e implementá-las na vida cotidiana, mas também por um mundo “verde e mais justo”.

“É fundamental não apenas agir como indivíduos, mas também responsabilizar por suas ações quem tem poder de decisão”, enfatizam as organizações juvenis, exortando os líderes políticos europeus à solidariedade com aqueles que já sofrem as consequências das mudanças climáticas. “Nós os exortamos a encontrar soluções que não sejam apenas motivadas pelo lucro, mas também eco-sustentáveis”. Os jovens também pedem aos líderes religiosos para mostrar “uma liderança necessária e orientar as nossas comunidades para um mundo mais próspero e ecológico”, com base nos princípios de sua fé. 

Por fim, convidam a olhar para as gerações futuras: “Reconhecemos que o nosso planeta não pertence apenas a nós, mas àqueles que ainda estão por vir. Devemos pensar no futuro. As nossas crenças religiosas e morais pedem isso”, conclui o apelo.

Vatican News Service - LZ/MJ

26 novembro 2020, 16:13