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Pax Christi: a humanidade exige um mundo sem armas nucleares

“75 anos após o fim da II Guerra Mundial o mundo inteiro ainda vive horrorizado com o que aconteceu”, porque as armas de destruição em massa que abateram Hiroshima e Nagasaki “ainda hoje ameaçam milhares de cidades, e uma destruição ainda maior.” Daí, o apelo de Pax Christi Internacional a fim que sempre mais nações do mundo possam aderir ao Tratado de 2017 sobre a proibição das armas nucleares e o façam entrar em vigor o mais rápido possível

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“O destino comum da humanidade exige um mundo sem armas nucleares”: é o que afirma Pax Christi Internacional, numa mensagem difundida por ocasião do 75º aniversário dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, ocorridos, respectivamente, em 6 e 9 de agosto de 1945.

“75 anos após o fim da II Guerra Mundial o mundo inteiro ainda vive horrorizado com o que aconteceu”, porque as armas de destruição em massa que abateram Hiroshima e Nagasaki “ainda hoje ameaçam milhares de cidades, e uma destruição ainda maior”, diz a mensagem.

Daí, o apelo de Pax Christi Internacional a fim que sempre mais nações do mundo possam aderir ao Tratado de 2017 sobre a proibição das armas nucleares e o façam entrar em vigor o mais rápido possível.

Pacificadores unidos pela esperança

“Os pacificadores estão unidos pela esperança. Neste aniversário, que Deus guie os líderes de todos os países, inclusive os que possuem armas nucleares, no caminho da paz”, conclui a nota.

A mensagem do organismo internacional, especificamente, foi enviada à Pax Christi Viena, na Áustria, que na quinta-feira, 6 de agosto, presidiu uma cerimônia na Stephansplatz para recordar este aniversário.

Como parte deste evento, foram coletadas inúmeras mensagens de grupos e organizações que trabalham pela paz, incluindo a da Pax Christi Internacional.

Iniciativas de diferentes sedes de Pax Christi

Mas o evento austríaco não foi o único organizado para lembrar as vítimas das explosões atômicas de 75 anos atrás: a Pax Christi Inglaterra e País de Gales promove, de 6 a 9 de agosto, quatro dias de jejum e oração, através de momentos litúrgicos online.

Por sua vez, a sede coreana organizou uma coleta de assinaturas para instar o governo a ratificar o Tratado de 2017, também em solidariedade com os cerca de 50.000 compatriotas que morreram em 1945 em Hiroshima e Nagasaki, onde se encontravam por motivo de trabalho.

O sonho de Sasaki de um mundo sem armas nucleares

Do outro lado do globo, a Pax Christi Nova Zelândia promoveu uma Vigília de Oração na quinta-feira e sugeriu a criação de um guindaste de papel, especificamente, um origami. O gesto quis lembrar Sadako Sasaki, a menina japonesa que morreu de leucemia com apenas 12 anos, doença contraída após a explosão atômica em Hiroshima.

“Durante sua longa permanência no hospital, a menina fez muitos guindastes de papel, porque, segundo uma lenda japonesa, quem construísse mil deles, conseguiria realizar um desejo. E o desejo de Sasaki era de um mundo sem armas nucleares.”

Aumentar na sociedade a consciência da ameaça nuclear

E mais ainda: a Pax Christi Holanda iniciou uma petição online a fim de dizer para parar os dispositivos atômicos, enquanto o site da sede das Filipinas acolheu uma exposição virtual sobre Hiroshima e Nagasaki.

Por fim, a Pax Christi estadunidense lançou o projeto “The Peace Ribbon – A Fita da Paz” para aumentar na sociedade a consciência da ameaça nuclear. A iniciativa tem uma conotação artística e convida aqueles que participam a imaginar e contar, através da arte, tudo o que seria perdido se o mundo sucumbisse a uma explosão atômica.

Vatican News Service – IP/RL

07 agosto 2020, 14:14