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Líbano: Conselho de Igrejas do Oriente Médio apela à solidariedade

“O bairro cristão de Beirute encontra-se totalmente devastado e pelo menos dez igrejas foram destruídas.” Soma-se a tudo isso a emergência Covid-19 que está “pondo a dura prova o sistema de saúde” do país. Durante as muitas crises que o Líbano teve que enfrentar em sua história recente, as Igrejas cristãs sempre se encarregaram de ajudar a população, mas hoje “não podem prestar seus serviços” por causa da destruição de suas estruturas de saúde e educação

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Duas semanas após as duas terríveis explosões que em 4 de agosto devastaram Beirute, capital do Líbano, causando a morte de pelo menos 137 pessoas, uma centena de desaparecidos e milhares feridos, o Conselho de Igrejas do Oriente Médio (Mecc) lança às Igrejas do mundo inteiro, à comunidade internacional e a todas as pessoas de boa vontade um premente apelo à solidariedade.

País dilacerado e Igrejas locais privadas de suas estruturas

O país do Oriente Médio está dilacerado e as Igrejas locais, privadas de suas estruturas, são incapazes de atender sozinhas a todas as necessidades do momento e para a reconstrução.

“Centenas de edifícios, incluindo os celeiros que armazenavam cerca de 85% dos grãos do país, e numerosas casas foram danificadas ou completamente destruídas”, enfatiza o apelo publicado em 16 de agosto.

Além destes, “três hospitais cristãos, que recebem tanto pacientes cristãos quanto muçulmanos”, foram gravemente danificados. O Conselho de Igrejas do Oriente Médio também evidencia que muitas escolas cristãs históricas nos bairros de Gemmayzeh, Mar Mikhael e Achrafieh foram seriamente atingidas, poucas semanas antes do início do novo ano letivo previsto para setembro.

Bairro cristão de Beirute foi totalmente devastado

“O bairro cristão de Beirute encontra-se totalmente devastado e pelo menos dez igrejas foram destruídas.” Soma-se a tudo isso a emergência Covid-19 que está “pondo a dura prova o sistema de saúde” do País dos Cedros.

 

Durante as muitas crises que o Líbano teve que enfrentar em sua história recente, as Igrejas cristãs sempre se encarregaram de ajudar a população, mas hoje – explica o Conselho de Igrejas do Oriente Médio – “não podem prestar seus serviços” devido à destruição de suas estruturas de saúde e educação, para cuja restauração serão necessárias “centenas de milhões de dólares”.

Até o momento, voluntários de todas as denominações e grupos da sociedade civil têm dado sua contribuição para compensar a falta de intervenção das instituições na emergência e começaram a remover os escombros das ruas, igrejas e hospitais. Além disso, os mosteiros e escolas abriram suas instalações para acolher os desabrigados e a comida está sendo distribuída para os mais necessitados.

Atuação do Conselho de Igrejas do Oriente Médio

Por sua vez, o Conselho de Igrejas do Oriente Médio já tomou medidas para apoiar famílias vulneráveis, distribuindo kits de higiene, kits de limpeza pessoal, conjuntos de cozinha, conjuntos de lavanderia, alimentos, medicamentos, equipamentos de proteção anti-Covid-19 e fornecendo a voluntários pás, vassouras, sacolas e carrinhos para a limpeza de igrejas, hospitais e ruas.

“Também está incluído na ajuda o fornecimento de medicamentos a muitas pessoas que sofrem de doenças crônicas ou câncer. Numa etapa sucessiva, o Conselho participará também da reparação de casas, escolas e dispensários danificados.”

Todo este trabalho não pode ser realizado sem apoio internacional. Daí, o apelo a ajudar o Conselho de Igrejas do Oriente Médio “a aliviar o enorme fardo sobre os ombros das Igrejas e libertar os corações dos cidadãos e famílias vulneráveis atingidas por esta catástrofe sem precedentes da pedra do sofrimento, do terror e do desespero”.

Vatican News Service – LZ/RL

19 agosto 2020, 12:54