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COLOMBIA ACTS OF TERROR CAR BOMB ATTACK Vigília de oração no local do atentado em Bogotá  (ANSA)

Colômbia: bispos condenam atentado em Bogotá

A explosão de um carro-bomba causou a morte de mais de 20 pessoas. O ataque ocorreu em frente à Escola de Polícia General Santander de Bogotá. Para os bispos colombianos, “não se pode retroceder no caminho da paz"

Cidade do Vaticano

O atentado em Bogotá, ocorrido em frente à Escola de Polícia General Santander nesta quinta-feira (17/01) causou a morte de 21 pessoas e deixou 68 feridos. A forte explosão foi causada por um carro-bomba que forçou os portões de segurança na entrada da Escola.

Bispos: não se pode retroceder no caminho da paz

“Condenamos o uso do terror e da violência em qualquer manifestação e por qualquer que seja a motivação” declara à agência de notícia SIR, Dom Elkin Fernando Álvarez Botero, Secretário Geral da Conferência Episcopal da Colômbia e bispo auxiliar de Medellin. “Certamente este fato nos desestabiliza e condenamos fortemente todo o ato violento, qualquer que seja a origem. Esperamos que se possa esclarecer em breve tempo o nome dos responsáveis e que a justiça possa ser assegurada. Exprimo em nome do episcopado colombiano, profunda dor pelas vítimas, oficiais mortos em serviço pelo seu país. Convidamos a considerar – conclui Dom Álvarez Botero – que não se pode retroceder no caminho da paz”.

Suspeitas levam a guerrilhas

Segundo a emissora TV Caracol, as guerrilhas de esquerda do Exército de Libertação Nacional (ELN) poderiam estar por trás do atentado da quinta-feira. Fontes da polícia, declararam que o autor do atentado era um doente terminal que teria sido pago pela guerrilha para o ataque suicida. O procurador-geral da República, Néstor Humberto Martínez, declarou que o autor do atentado foi identificado como José Aldemar Rojas Rodriguez, 57 anos, ex-militante do ELN.

A emissora também comentou que os terroristas estavam planificando o ataque há três meses e escolheram a data da cerimônia de formatura dos cadetes.

As negociações entre o governo e o ELN, estabelecidas pelo ex presidente Juan Manuel Santos – protagonista de um histórico acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - foram suspensas pelo seu sucessor, Iván Duque, logo após a tomada de posse no ano passado. O atual presidente ao visitar o lugar do atentado, falou: “Este não é apenas um ataque contra a juventude, a Força Pública e nossos policiais. É também um ataque contra toda a sociedade".

 

18 janeiro 2019, 10:22