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A cada ano cerca de 500-700 crianças palestinas são detidas e processadas no sistema judiciário militar israelense A cada ano cerca de 500-700 crianças palestinas são detidas e processadas no sistema judiciário militar israelense  (AFP or licensors)

Pax Christi: Semana Mundial pela Paz na Palestina e Israel

No comunicado Pax Christi Internacional fala de “infância roubada pela morte e pela destruição da qual os jovens são testemunhas”. Daí, o apelo a acabar com a ocupação militar na Cisjordânia, Jerusalém Leste e Gaza, que são a causa de “injustiças e perigos que ameaçam as crianças e os jovens em Israel e Palestina”.

Cidade do Vaticano

Prossegue até o próximo domingo, 23 de setembro, a Semana Mundial pela Paz na Palestina e Israel, que este ano coincide com o Dia Internacional pela Paz, celebrado em 21 de setembro, na sexta-feira, e com o 70º aniversário da Declaração universal dos direitos do homem. A iniciativa é celebrada a cada ano na terceira semana de setembro e este 2018 tem como tema “Jovens e crianças: fomentar a paz e alcançar a mudança”.

70 anos de conflito, 51 de ocupação israelense

Direitos das crianças e dos jovens continuamente ameaçados

E não se pode falar em esperança e mudança se os direitos dos jovens e das crianças “são continuamente ameaçados por caos e violência provocados por 70 anos de conflito, 51 de ocupação e pelo bloqueio em vigor na Faixa de Gaza”.

Numa nota Pax Christi International recorda que “a situação das crianças palestinas é particularmente dura: cerca da metade delas sofre infecções, doenças, danos fisiológicos de longa duração e escassos resultados escolares”.

Crianças palestinas detidas e processadas por Israel

“Todos os anos, cerca de 500-700 crianças palestinas são presas, detidas e processadas no sistema judiciário militar israelense.” Registra-se um alto abandono escolar e o desemprego entre os jovens palestinos gira em torno de 50%.

Infância roubada

No comunicado Pax Christi Internacional recorda os jovens feridos e mortos nas Marchas do Retorno à Faixa de Gaza e fala de “infância roubada pela morte e pela destruição da qual os jovens são testemunhas”.

Daí, o apelo da organização católica a acabar com a ocupação militar na Cisjordânia, Jerusalém Leste e Gaza, que são a causa de “injustiças e perigos que ameaçam as crianças e os jovens em Israel e Palestina”.

Eventos e encontros previstos em várias partes do mundo

Pede-se à comunidade internacional que se faça promotora da defesa da juventude ameaçada “aumentando os recursos necessários à salvaguarda e ao bem-estar dos mais jovens” assegurando-lhes “as necessidades basilares como água potável, alimento, habitações seguras, energia elétrica, e serviços escolares e de saúde satisfatórios”. Durante esta Semana Mundial pela Paz na Palestina e Israel são previstos eventos e encontros em várias partes do mundo.

(Sir)

18 setembro 2018, 13:54