Versão Beta

Cerca

Vatican News
Migrantes e refugiados participaram da missa presidida pelo Papa Francisco, esta sexta-feira Migrantes e refugiados participaram da missa presidida pelo Papa Francisco, esta sexta-feira  (Vatican Media)

Refugiados do Centro Astalli de Roma na missa pelos migrantes

Quarenta refugiados, acompanhados por alguns agentes do Centro Astalli, participaram da celebração.

Cidade do Vaticano

O Centro Astalli de Roma, de assistência aos refugiados, participou da missa para os migrantes, celebrada pelo Papa Francisco, nesta sexta-feira (06/07), na Basílica de São Pedro, por ocasião do quinto aniversário da visita do Pontífice à ilha de Lampedusa, no sul da Itália.

Quarenta refugiados, acompanhados por alguns agentes do Centro Astalli, participaram da celebração. Trata-se de homens e mulheres que chegaram à Itália, fugindo de guerras e perseguições, depois de enfrentarem uma longa viagem pelo deserto e pelo mar, nas mãos de traficantes.

Dentre eles estavam duas famílias, uma da Costa do Marfim, que vive no centro Pedro Arrupe, e outra da Nigéria, dois meninos iraquianos, que vivem no centro de ‘Il Faro’, uma mulher da Eritreia inserida no projeto comunitário de hospitalidade, uma mãe nigeriana com seus filhos, e três refugiados testemunhas de projetos em escolas, provenientes do Mali, Nigéria e Camarões.

Durante a celebração eucarística, uma copta-egípcia leu uma oração dos fiéis em árabe e uma agente do centro com um menino da República Democrática do Congo participaram do ofertório.

No final da missa, o Papa saudou cada um dos presentes e trocou algumas palavras com todos os refugiados que estavam ali.

Em 8 de julho de cinco anos atrás, o Papa Francisco visitou a ilha de Lampedusa, símbolo do sofrimento de muitos migrantes no Mediterrâneo.

Hoje, o Papa recordou na oração as vítimas de naufrágios, os sobreviventes e aqueles que os assistem, convidando a trabalhar com os migrantes com solidariedade e misericórdia.

Esperamos que o apelo de Francisco possa abalar as consciências entorpecidas de muitos, sobretudo dos cristãos que ocupam posições de responsabilidade e têm o poder de decidir sobre a vida e o futuro de muitos migrantes em perigo ou que buscam acolhimento e integração na Europa.

06 julho 2018, 20:19