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Área sitiada na região de Ghouta, Síria Área sitiada na região de Ghouta, Síria  (AFP or licensors)

Síria, um dos locais mais perigosos para crianças no mundo, alerta Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância denuncia que mais de 1.000 crianças foram mortas ou feridas na Síria desde o início de 2018. 5,3 milhões de crianças no país têm necessidade de assistência e mais de 2,6 milhões de crianças vivem como refugiadas na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito.

Cidade do Vaticano

As violências continuam em diversas regiões da Síria, como em Idlib, Afrin, Deir-ez-Zor, Damasco, e em algumas partes de Aleppo.

O exército sírio, no entanto, concentra forças contra o reduto rebelde em Ghouta Oriental, o que já provocou mais de 659 mortos desde 18 de fevereiro. Milhares de civis abandonaram a cidade.

A ONU afirmou ter recebido autorização para a entrada esta segunda e terça-feira em Douma de um comboio de 46 caminhões, com alimentos e medicamentos para 275 mil pessoas.

Síria, local mais perigoso para as crianças

Mas é o UNICEF a lançar o alarme de que o país continua a ser um dos locais mais perigosos para as crianças. Mais de 1.000 foram mortas ou feridas desde o início de 2018.

5,3 milhões de crianças no país têm necessidade de assistência e mais de 2,6 milhões de crianças vivem como refugiados na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito.

Iniciativas do UNICEF

O UNICEF diz que seus funcionários na Síria e nos países vizinhos trabalham incessantemente, distribuindo remédios, kits com suplementos alimentares para crianças desnutridas, kits pediátricos e obstetrícios, roupas de inverno, kits de higiene, além de outras ajudas básicas.

Ao mesmo tempo, acrescenta que parte do trabalho consiste na distribuição de vacinas, em garantir o acesso à água potável, o apoio à educação e criação de oportunidades para o aprendizado, também com distribuição de material escolar, especialmente às escolas danificadas, além de instruir as crianças sobre o perigo das minas e dos artefatos bélicos que não explodiram.

“Filhos da guerra”

Mas as crianças sofrem também nos países vizinhos, onde suas famílias buscaram refúgios. São mais de 2,6 milhões as crianças que vivem como refugiadas na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Muitas nunca estiveram na Síria, são os “filhos da guerra”, a quem foi negado viver o conhecer no país de seus pais.

A pobreza e a crise econômica estão tornando quase impossível a estas famílias continuar a viver nestes países.  

Segundo um recente estudo do UNICEF Jordânia, 85% dos refugiados que vivem fora dos campos, vivem abaixo da linha de pobreza, encontrando dificuldades em ver supridas as necessidades básicas e a educação dos filhos.

Apelo

Diante deste quadro trágico, o Fundo das Nações Unidas para a Infância lança um apelo a todos aqueles que combatem na Síria e a todos aqueles que têm algum tipo de influência sobre eles, para deporem as armas e colocarem fim a esta guerra contra as crianças.

“Pedimos que seja aprovado e assegurado que nós, como UNICEF, ao lado de nossos parceiros, possamos distribuir assistência humanitária urgente a todas as crianças que têm necessidade, em qualquer lugar que seja, em qualquer lugar onde elas estejam na Síria. O nosso pedido cairá ainda no vazio?”, questiona o organismo da ONU.

Parar de desiludir as crianças

“As crianças da Síria esperaram muito. O mundo as desiludiu muitas vezes. O mundo não pode continuar a desiludir as crianças da Síria, vocês, eu, a comunidade internacional e todos aqueles que estão combatendo e que exercem influência no conflito, não podemos continuar a desiludir as crianças da Síria. A história nos julgará a todos se não agirmos”.

Maiores informações podem ser encontradas no site www.unicef.it.

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O conflito na Síria
05 março 2018, 11:47