Versão Beta

Cerca

Vatican News
Tiriyo, ou Wü Tarëno, significa ‘eu sou daqui’, Tiriyo, ou Wü Tarëno, significa ‘eu sou daqui’,  

Amazônia: você conhece o povo Tiryiò?

O povo Tiriyó que vive no Brasil compartilha a faixa oeste do Parque Nacional Indígena de Tumucumaque (PIT), que abrange os municípios paraenses de Oriximiná, Almerim, Monte Alegre e Óbidos.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Demétrio Amisipa Tiryó é liderança do povo Tiryó, ou como autodenominam-se, Wü Tarëno, que significa ‘eu sou daqui’, ou tarëno: ‘o povo daqui’. Usam o nome ‘Tiriyó para se identificar em português ou para não-índio.

De forma tranquila e firme, Demétrio conta onde vive seu povo. Narra seu cotidiano, sua relação com a natureza e a grande preocupação frente aos grandes projetos políticos, em especial sobre a tentativa do governo federal em extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). “Para nós foi como uma bomba. Como pode uma decisão assim sem perguntar pra gente”.

E se diz surpreso, pois na cultura de seu povo há o diálogo e respeito nas tomadas de decisões.

O povo Tiriyó que vive no Brasil compartilha a faixa oeste do Parque Nacional Indígena de Tumucumaque (PIT), que abrange os municípios paraenses de Oriximiná, Almerim, Monte Alegre e Óbidos. No Suriname, onde vivem o maior número, os Tiriyó encontram-se nos rios Tapanahoni, Sipariweni e Paroemeu.

"Estamos pensando na natureza"

Os grupos Katxuyana e Txikuyana, assim como membros dos grupos Ewarhuyana e Akuriyó e algumas famílias Tiriyó encontram-se na faixa leste do Parque (PIT) e convivem com os Aparai e Wayana que habitam no médio e alto curso do rio Paru de Leste.

Para defender a causa do seu povo, Demétrio vive em Macapá, para facilitar a articulação nas mais diversas instâncias na defesa de todas a formas de vida que existem na Amazônia.

“A gente não tá pensando na gente nossa mesmo só, ser humano, a gente tá pensando nos animais, no rios, nas águas, na terra. Nós, povos indígenas temos ligado o espírito aos animais, às floresta, aos rios, águas. Nossa religião é isso, nossa cultura é isso: queremos proteger nosso território”.

compartilhe
20 dezembro 2017, 11:29