Dom António sobre proteção de menores: "aposta forte na formação que dará frutos"
Vatican News
Dom António Augusto Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), fez um balanço na última quarta-feira (22/01) sobre o trabalho realizado no último um ano e meio entre o Secretariado Nacional da Educação Cristã e o Grupo VITA que apresentou na terça-feira (21/01), em Lisboa, um novo relatório de atividade. “Penso que o balanço é muito positivo. O caminho que nos propusemos passou, e ainda passa hoje, por uma clara aposta na formação, de modo que professores de EMRC e catequistas sejam formadores mais preparados e conscientes do seu papel, na proteção e cuidado dos menores e dos adultos vulneráveis, nos espaços educativos da Igreja”, afirmou ao Educris.
Logo no início das atividades do Grupo VITA, em 2023, os responsáveis diocesanos - quer da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) quer da Catequese - mantiveram reuniões de trabalho e formações de capacitação nessa área com o objetivo de “replicar as diferentes formas de atuação e diretrizes até às bases”: “essa é a lógica de subsidiariedade em Igreja. Delineamos uma estratégia, em autêntica cascata, chegando inicialmente a cerca de 8 centenas de professores e catequistas que estão, por sua vez, formando outros em nível diocesano”, disse ele.
O trabalho promovido pela Comissão Episcopal, através do SNEC, e sempre em parceria com o Grupo VITA, gerou dois inquéritos exploratórios que procuraram perceber a realidade e as necessidades sentidas. Ao longo de 2024 foram realizadas formações acreditadas para docentes de EMRC e para responsáveis diocesanos da Catequese, com a certificação científica da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Mais recentemente foram criados ‘embaixadores’ para os recursos didáticos em preparação pelo Grupo VITA, sendo este grupo independente consultor dos manuais da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
Para o presidente da CEECDF, a próxima etapa passa por “consolidar processos”, alargando as formações “a cada vez mais catequistas e professores de EMRC”, de modo a “gerar espaços seguros onde os mais novos possam crescer em Harmonia”.
Aos professores, catequistas, pais e menores, Dom António Augusto Azevedo deixou uma mensagem de “corresponsabilidade” para que todos “tenham consciência do seu papel e a informação necessária para cada situação, sem gerar alarmismos, mas sempre com o equilíbrio e a gravidade que a situação merece para que se possa gerar uma cultura de cuidado, de segurança e de proximidade, que respeita o outro e o ajuda a crescer bem”, completou.
Colaboração: Educris
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