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No Estádio Nacional em Singapura, trabalhadores montam uma exposição  intitulada "O Cristo no Papa Francisco".  EPA/HOW HWEE YOUNG No Estádio Nacional em Singapura, trabalhadores montam uma exposição intitulada "O Cristo no Papa Francisco". EPA/HOW HWEE YOUNG  (ANSA)

A Igreja Católica em Singapura

A história da Igreja em Singapura está intimamente ligada à da vizinha Malásia, onde os primeiros missionários chegaram vindos de Portugal no século XVI, após os colonos portugueses. São Francisco Xavier chegou a Malaca em 1545 e em 1558 o território foi erigido como diocese sufragânea da Arquidiocese de Goa, então colônia portuguesa na Índia.

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A Igreja Católica em Singapura tem 1 Circunscrição Eclesiástica, 29 paróquias, 3 centros pastorais e pouco menos de 395 mil católicos, pastoreados por 3 bispos e assistidos por 77 sacerdotes diocesanos, 79 sacerdotes religiosos (156 no total), 2 diáconos permanentes, 33 religiosos não sacerdotes, 156 religiosas professas, 30 seminaristas maiores e 1 missionário leigo.

Os Centros de educação de propriedade e/ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos são: 37 escolas maternais (crianças até 5 anos) e primárias, atendendo 26.797 crianças; 17 médias inferiores e secundárias, com 10.205 estudantes e 2 superiores e universitárias., com 1.542 estudantes.

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A Arquidiocese de Singapura

 

Arquidiocese de Singapura (18 de dezembro de 1972), Diocese de Malaca em 4 de fevereiro de 1558; Vicariato Apostólico de Malaca-Singapura em 10 de setembro de 1841; Diocese de Malaca em 10 de agosto de 1888; arquidiocese em 19 de setembro de 1953; acrescentada a denominação de Singapura e Metropolia em 25 de fevereiro de 1955.

Tem 729 km², 5.637.000 habitantes, 29 paróquias; 3 igrejas; 77 sacerdotes diocesanos (1 ordenado no último ano); 79 sacerdotes regulares residentes na diocese (1 ordenado no último ano); 2 diáconos permanentes; 16 seminaristas dos cursos de Filosofia e Teologia; 126 membros de institutos religiosos masculinos; 156 membros de institutos religiosos femininos; 56 instituições de ensino.

O arcebispo de Singapura é o cardeal William Seng Chye Goh, nascido em Singapura em 25 de junho de 1957; ordenado em 1º de maio de 1985; eleito coadjutor de Singapura em 29 de dezembro de 2012; consagrado em 22 de fevereiro de 2013; sucedido como coadjutor em 18 de maio de 2013; criado cardeal pelo Papa Francisco no Consistório de 27 de agosto de 2022, assumindo a titularidade de Santa Maria “Regina Pacis” em Ostia mare.

Igreja em Singapura - Origens

 

A história da Igreja em Singapura está intimamente ligada à da vizinha Malásia, onde os primeiros missionários chegaram vindos de Portugal no século XVI, após os colonos portugueses. São Francisco Xavier chegou a Malaca em 1545 e em 1558 o território foi erigido como diocese sufragânea da Arquidiocese de Goa, então colônia portuguesa na Índia.

Após a ocupação do arquipélago pelos holandeses, de fé calvinista, o culto católico foi proibido. O catolicismo foi reabilitado após a aquisição de Singapura pela Companhia Britânica das Índias Orientais (1819).

Em 1821 um missionário encontrou cerca de 12 católicos na ilha, que aumentaram para 200 em 1829 e 500 em 1838. Em 1825 chegaram os missionários portugueses e alguns anos mais tarde a Sociedade para Missões Estrangeiras de Paris (MEP) que fundou igrejas e escolas. A um deles, Jean-Marie Beurel (1813-1872), deve-se a construção da Catedral do Bom Pastor, de uma escola masculina dirigida pelos Irmãos das Escolas Cristãs e de uma para meninas dirigida pelas Irmãs do Menino Jesus.

Desde o início os católicos da então Diocese de Malaca estavam subdivididos em duas jurisdições, devido a um conflito de longa data entre a Santa Sé e Portugal sobre o chamado Padroado Real, que só foi resolvido em 1886 com a assinatura de uma nova Concordata. Os católicos da missão portuguesa foram colocados sob a autoridade do Bispo de Macau (então colônia portuguesa), e os da missão francesa sob a autoridade do Vigário Apostólico de Ava e Pegu (então Birmânia).

A Diocese de Malaca foi suprimida em 1840 e substituída em 1841 pelo Vicariato Apostólico do Sião Ocidental, então Vicariato Apostólico de Malaca-Singapura. Em 1888 foi restaurada a Diocese de Malaca e a partir desse momento a Missão Portuguesa e a dos missionários MEP trabalharam em conjunto consolidando a presença da Igreja em Singapura.

Por força da Concordata de 1886, as paróquias de São Pedro em Malaca e de São José em Singapura ficaram sujeitas à jurisdição dos bispos de Macau até 1981, ano em que passaram respectivamente para a Diocese de Malaca-Johore (atual Melaka-Johor) e à Arquidiocese de Singapura.

Após o dramático período da ocupação japonesa (1942-45), durante o qual a Igreja sofreu pesadas perseguições, nos anos 50 do pós-guerra a comunidade católica renasceu e a Igreja intensificou o seu trabalho nos campos educativo, sanitário e social.

Em 1972, Singapura foi elevada à Arquidiocese imediatamente sujeita à Santa Sé e em 1977 dom Gregory Yong tornou-se o seu primeiro arcebispo. Será sucedido por dom Nicholas Chia, o primeiro nascido na cidade-Estado e depois, em 2013, por dom William Goh Seng Chye, que foi criado cardeal em 2022.

Após o estabelecimento de relações diplomáticas com a Santa Sé em 1981, em 20 de novembro de 1986, Singapura recebeu a visita de São João Paulo II no âmbito da sua 32ª Viagem Apostólica a Bangladesh, Singapura, Fiji, Nova Zelândia (18 de novembro a 1 de dezembro de 1986)

A Igreja em Singapura hoje

Estado secular e pluralista

 

Singapura é uma cidade multiétnica e multi-religiosa, com uma componente budista predominante (cerca de 33% dos seus mais de 5 milhões de habitantes) e uma presença significativa cristã (18%) e muçulmana (cerca de 14%) à qual se deve acrescentar uma comunidade hindu menor. Este pluralismo ajudou a moldar as relações entre instituições e religiões.

Singapura é um Estado secular

 

A Constituição garante plena liberdade religiosa – liberdade de professar, praticar e difundir crenças religiosas – desde que as atividades religiosas não contrariem leis relativas à ordem pública, saúde ou moralidade. Outro conceito-chave expresso na Constituição é a manutenção da harmonia religiosa implementada principalmente por meio de uma lei aprovada em 1990 que autoriza o Ministério do Interior a emitir ordens restritivas contra aqueles dentro de um grupo religioso que instigam hostilidades contra membros de outra confissão, realizam atividades subversivas ou encorajam outros a fazê-lo sob o pretexto de praticar uma religião.

De forma geral, as políticas das autoridades de Singapura são marcadas pela promoção do diálogo e da colaboração com as religiões, especialmente nos âmbitos educativo e social. Entre as diversas iniciativas apoiadas pelo Governo, destaca-se a Organização Inter-Religiosa (Iro), uma ONG que promove a partilha de diferentes experiências de fé. A coexistência pacífica entre as religiões também é favorecida pela frequência de casamentos mistos na cidade-Estado.

Boas relações entre Estado e Igreja

 

Desta situação se beneficia naturalmente, também a Igreja Católica. As relações com o Estado, que mantém relações diplomáticas com a Santa Sé desde 1981, são boas, como confirmado em 2015 pelo então primeiro-ministro Lee Hsien Loong por ocasião das celebrações do 50º aniversário da independência e em 2016, durante a visita oficial ao Vaticano do então presidente da República, Tony Tan Keng Yam.

Uma Igreja vital e dinâmica

 

Com os seus 176.000 fiéis em uma população de mais de 5 milhões de habitantes, a Igreja Católica é uma das mais dinâmicas e vitais do Sudeste Asiático, com um alto percentual de praticantes, apesar da difusão de valores consumistas e estilos de vida materialistas na sociedade de Singapura.

Metade dos católicos costuma frequentar a Missa dominical, enquanto se constata igrejas cheias graças aos migrantes que representam uma componente importante da Igreja local.

Os dados mais recentes do Escritório de Estatísticas de Singapura revelam que o cristianismo, e em particular o catolicismo, é a única religião em crescimento na cidade-Estado. Uma vitalidade confirmada tanto pela presença ativa da Igreja no campo social como pela grande e participativa participação nas liturgias.

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