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Ein Heldenleben op. 40
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A religiosa Isabel Martins, uma das Irmãs Hospitaleiras em Timor-Leste A religiosa Isabel Martins, uma das Irmãs Hospitaleiras em Timor-Leste  #SistersProject

Irmãs Hospitaleiras ampliam missão pelas pessoas com deficiência mental em Timor-Leste

As Irmãs Hospitaleiras chegaram ao Timor-Leste em 2019 e, quatro anos depois, abriram um Centro de Saúde Mental. A proximidade ao povo, à cultura e às exigências foram fundamentais para identificar a necessidade de abrir a iniciativa. Hoje são gratas pela oportunidade de servir e fazer a diferença na vida de pessoas que precisam de cuidados de saúde mental.

Ir. Isabel Santamaría Benito

Desde a adolescência, a Irmã Isabel Martins, da congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, sonhava em ser missionária. Para ela, «ser missionária significava partir para longe, afastar-me dos que eu mais amava, para poder dar mais de mim aos outros». Com o passar do tempo, ela compreendeu que ser missionária no coração não exigia necessariamente grandes distâncias físicas, mas estar próxima dos mais necessitados. «Sempre tive o desejo de estar perto de outras culturas, de outras pessoas, a quem oferecer um pouco mais de mim através da minha pobreza e, ao mesmo tempo, receber mais dos outros, não para acumular riquezas exteriores, mas para enriquecer o espírito e para me libertar interiormente», recordou falando da sua vocação.

Um chamado a criar algo novo

O seu sonho tornou-se realidade naquele mesmo ano, quando recebeu a notícia da superiora: «Sim, a Irmã pode partir para Timor-Leste, pensamos que pode ser uma das primeiras...». Isabel deu graças a Deus pela sua presença, pela congregação, pelas numerosas pessoas que conhecia de perto e de longe. E começou a preparar-se.

Ir. Isabel Martins em Timor-Leste, em 2021
Ir. Isabel Martins em Timor-Leste, em 2021

Encontrar-se “em saída”

Desde a sua chegada ao Timor, a Ir. Isabel lançou mãos à obra com duas outras religiosas enviadas. O primeiro passo foi criar uma comunidade hospitalar, sair às ruas para encontrar os vizinhos e criar um tecido relacional entre todas as pessoas envolvidas.

«E, acredite, aqui saímos, saímos, saímos!», conta a nossa religiosa. Todos os dias, saem para visitar as pessoas que vivem próximas delas, para identificar os familiares dos enfermos e para visitar outros que vivem longe. Passaram por momentos difíceis, mas sem desanimar; podem ser um sinal de esperança na vida de muitas pessoas marginalizadas.

Quatro anos após a chegada ao Timor-Leste, em agosto de 2023, abriram o Centro de Saúde Mental S. Benito Menni, um espaço de apoio ao diagnóstico precoce, onde fazem consultas de screening e tratamento, monitoram os doentes diagnosticados, reduzem o estigma familiar associado à doença mental e formam novos profissionais.

Os primeiros dias em Maliana, cidade de Timor-Leste
Os primeiros dias em Maliana, cidade de Timor-Leste

O milagre da ação de Deus

Com a humildade de um Deus próximo, a Ir. Isabel reconhece a riqueza da sua presença em Timor-Leste. «Vemos no rosto de muitos doentes. Quando estamos ao lado deles e os abraçamos, confirmamos aos seus familiares e vizinhos que a sua vida, apesar da enfermidade que os atingiu, continuam a ter o mesmo valor e dignidade», comentou falando sobre a sua experiência no país asiático.

Felizmente, embora alguns doentes ainda estejam instáveis, a maioria está bem integrada na família. Na medida em que os tratamentos fazem efeito, ocorrem “pequenos milagres”. As famílias participam em maior medida, o que é crucial para a recuperação dos doentes.

A irmã Isabel Martins com as crianças em Maliana, cidade de Timor-Leste
A irmã Isabel Martins com as crianças em Maliana, cidade de Timor-Leste

Sucessos e novos desafios

Desde a abertura do centro, as religiosas trataram 72 pessoas na área psiquiátrica e levaram a Sagrada Comunhão a mais 26 pessoas idosas ou doentes em Timor-Leste. Um dos grandes desafios é como ajudar mais pessoas a chegar ao serviço de terapia ocupacional, uma vez que o acesso ao centro é difícil e a maioria das famílias não tem dinheiro para o transporte.

«Queremos acreditar que os desafios são típicos da missão e que a maior parte deles não são impossíveis. Sem dúvida, Deus não nos deixa sozinhos. Está presente quando saímos, está presente quando paramos para refletir... Está sempre presente!», refletiu a religiosa sobre os desafios dessa missão.

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