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O vulcão Cumbre Vieja em La Palma, em erupção desde 19 de setembro passado O vulcão Cumbre Vieja em La Palma, em erupção desde 19 de setembro passado 

Vulcão na Espanha. O reitor do Santuário oferece jóias eclesiásticas para ajudar a população

Os católicos de La Palma expressaram seu amor pela Nossa Senhora de Las Nieves através de doações, levando o Santuário a possuir "um excelente patrimônio” afirma o reitor Antonio Hernández Hernández, “hoje, dada a situação dramática, essas peças podem adquirir um novo significado, tornando-se parte da ação solidária e de ajuda do Santuário”

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O vulcão Cumbre Vieja em La Palma, uma das ilhas das Canárias, continua em erupção desde 19 de setembro. A situação entre os habitantes das áreas mais afetadas é realmente preocupante. Diante desta realidade, o reitor do Santuário Real de Nuestra Señora de las Nieves, a santa padroeira da ilha, Antonio Hernández Hernández, propôs que as paróquias colocassem parte do patrimônio da igreja à disposição das famílias afetadas pela erupção.

"Nós nos confiamos em comunhão com o bispo à nossa Mãe, a Nossa Senhora de Las Nieves, e a São Miguel Arcanjo, porque estamos enfrentando uma situação extremamente grave em termos de destruição e perda material, felizmente e graças a Deus, a ciência está nos permitindo agir antecipadamente para que a vida das pessoas não corra perigo", disse o sacerdote.

Diante desta lava que, a caminho do mar, está lentamente carregando tudo o que encontra, disse o reitor, nos sentimos obrigados a "agir e participar da reconstrução material das comunidades que perderam tudo". Que eles sintam que seus irmãos e irmãs estão com eles nestes tempos difíceis, que qualquer ação social, solidária ou humanitária será sempre pequena, mas nós estaremos lá”.

Com o tempo, os católicos de La Palma expressaram seu amor pela Virgem de Las Nieves através de doações, levando o Santuário a possuir "um excelente patrimônio" que pode ser admirado por todos os habitantes da ilha no Museu Camarín. Este patrimônio também inclui "doações de jóias, correntes, pulseiras e anéis de ouro que, embora de valor devocional e econômico, não têm valor histórico ou artístico", explicou o Reitor. Por esta razão, é possível hoje, dada a situação dramática, disponibilizar estas peças para as vítimas da catástrofe, para que adquiram um novo significado, tornando-se parte da ação solidária e de ajuda do Santuário.

A proposta de torná-los disponíveis", conclui, "se justifica como um gesto de solidariedade que nos é pedido tão urgentemente para ajudar nossos irmãos e irmãs a aliviar estes tempos difíceis".

 

12 outubro 2021, 13:11