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Padre Paulo Terroso e Leopoldina Simões (Foto: Ricardo Perna) Padre Paulo Terroso e Leopoldina Simões (Foto: Ricardo Perna) 

Sínodo: dois portugueses integram a Comissão de Comunicação

O padre Paulo Terroso e Leopoldina Simões são membros da Comissão de Comunicação do Sínodo de 2023.

Rui Saraiva – Portugal

O Sínodo de 2023 dedicado ao tema “Por uma igreja sinodal: comunhão, participação e missão” arrancou oficialmente nas dioceses de todo o mundo no domingo 17 de outubro, dando sequência ao início solene do Papa Francisco no dia 10.

Em Roma na Secretaria Geral do Sínodo existem 4 comissões: a comissão Teológica e as comissões de Metodologia, de Espiritualidade e de Comunicação. Precisamente, nesta última, a de comunicação, estão 2 presenças portuguesas: o padre Paulo Terroso e a Leopoldina Reis Simões.

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Os seus depoimentos foram recolhidos pelos jornalistas Octávio Carmo e Ricardo Perna numa reportagem em Roma desenvolvida em parceria pela Agência Ecclesia, a Família Cristã, o Diário do Minho e a Associação de Imprensa Cristã.

O padre Paulo Terroso é da Arquidiocese de Braga e integra a Comissão de Comunicação do Sínodo de 2023: Considera que “uma das grandes missões” da Comissão é fazer com que coincidam o Sínodo real com o Sínodo mediático.

“Uma das grandes missões desta comissão é que o Sínodo real seja o Sínodo mediático. Não sei se vai ser possível. Mas de facto essa questão é uma questão real e que já aconteceu nos últimos Sínodos. Aconteceu, desde logo, no Concílio Vaticano II” – afirma o padre Paulo Terroso salientando a necessidade de fazer chegar a informação real às pessoas.

“Sozinhos podemos ir depressa, mas para ir longe precisamos de companhia” – diz o sacerdote português realçando a importância da escuta, do diálogo e do trabalho em equipa no desenvolvimento do trabalho da Comissão de Comunicação do Sínodo.

Leopoldina Reis Simões é profissional de assessoria de imprensa, relações públicas e comunicação e lembra que esta comissão não é para “limpar a imagem da Igreja”, mas para “ajudar que tudo seja discutido, dialogado e refletido”.

“Trabalhamos diretamente com o Dicastério da Comunicação e com a Sala de Imprensa. Portanto, o sentido não é limpar a imagem da Igreja. Não nos é pedido para passar um pano, uma esponja, esconder os problemas, mas é ajudar que tudo seja discutido, dialogado e refletido” – assinala.

A portuguesa Leopoldina Reis Simões afirma a sua esperança de que com este Sínodo será possível chegar a “bom porto porque estamos todos no mesmo barco”.

“Eu não sei de teologia, mas sei que a Igreja tem um caminho grande a fazer. O Papa tem-nos dito: ‘apontar os nossos erros, tentar corrigir’. Não sabemos o caminho a que vamos chegar, mas temos a esperança de chegar a bom porto porque estamos todos no mesmo barco” – declarou.

Leopoldina Reis Simões e o padre Paulo Terroso foram nomeados para a Comissão de Comunicação do Sínodo, um organismo que deverá desenvolver um plano de comunicação para divulgar as experiências sinodais, mas também para promover a mensagem sinodal nas várias culturas.

O Sínodo está agora na sua fase diocesana. Na abertura oficial em Roma, na Missa na Basílica de S. Pedro, o Papa Francisco lançou esta pista de reflexão:

“Permitimos que as pessoas se expressem, caminhem na fé, contribuam para a vida da comunidade sem serem estorvadas, rejeitadas ou julgadas?” – questionou o Papa.

Laudetur Iesus Christus

19 outubro 2021, 13:03