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Iraque. Dom Warda: instabilidade e conflitos colocam as minorias em risco

Mas a esperança no futuro dos cristãos iraquianos continua grande, afirma o prelado, graças também à visita do Papa Francisco ao país em março passado: "Somos um número pequeno agora, mas estamos dando o melhor de nós onde quer que estejamos no Iraque para mostrar que somos uma parte vital do tecido da nação". "Penso que a visita do Pontífice mostrou ao resto do Iraque o impacto positivo da comunidade cristã." De fato, um gesto de esperança a partir do qual começar de novo a reconstruir o futuro

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"Toda vez que há instabilidade e conflito, as minorias são os primeiros a sofrer": foi o que afirmou o arcebispo caldeu católico de Irbil, no norte do Iraque, dom Bashar Warda, durante um colóquio com a Fundação de direito pontifício "Ajuda à Igreja que Sofre".

O prelado, em particular, expressou sua preocupação com as possíveis repercussões em solo iraquiano após o retorno ao poder dos talibãs no Afeganistão. Apesar de serem dois países "muito diferentes", de fato, o que aconteceu em Cabul "certamente encoraja aqueles que apoiam esse tipo de regime" em Bagdá, disse dom Warda.

Risco do aumento de perseguições às minorias religiosas

No Iraque, explicou o arcebispo de Irbil, os extremistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) "continuam existindo na clandestinidade e ainda têm a capacidade de causar danos. Ainda mais grave, além disso, é a mentalidade que criou o chamado Estado Islâmico e que ainda permanece na região e em alguns setores da população".

Com relação ao anúncio da Casa Branca de retirar a missão de combate dos EUA no Iraque até o final de 2021, dom Warda comentou: "Na medida em que qualquer mudança no envolvimento dos EUA em nosso país leva a um aumento da instabilidade, estamos certamente preocupados que isso possa determinar mais perseguições às minorias religiosas".

Visita do Papa Francisco ao Iraque trouxe novas esperanças

Mas a esperança no futuro dos cristãos iraquianos continua grande, reiterou o prelado, graças também à visita do Papa Francisco ao País do Golfo em março passado: "Somos um número pequeno agora, mas estamos dando o melhor de nós onde quer que estejamos no Iraque para mostrar que somos uma parte vital do tecido da nação", enfatizou o arcebispo.

"Penso que a visita do Pontífice mostrou ao resto do Iraque o impacto positivo da comunidade cristã." Um gesto de esperança, de fato, a partir do qual começar de novo a reconstruir o futuro. "Esperamos que, com o tempo, isto permita que nossa comunidade não só sobreviva, mas também prospere e cresça", concluiu o arcebispo caldeu católico de Irbil.

Vatican News – IP/RL

23 setembro 2021, 16:06