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Nova Zelândia. O Papa endurece penas por abusos sexuais: os bispos agradecem

Esta reforma, enfatiza dom Lowe, é "bem-vinda e tempestiva", especialmente porque ocorre durante a Comissão Real neozelandesa sobre Abuso, "que a Igreja católica apoia fortemente". "A Igreja católica assume a responsabilidade de agir quando ocorrem abusos dentro dela." "Agiremos ouvindo, aprendendo e apoiando aqueles atingidos por abusos. "Agiremos rapidamente e levaremos em conta aqueles que foram responsabilizados por abusos", exatamente como previsto "por esta reforma do Código de Direito Canônico" feita por Francisco

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É com grande contentamento que a Conferência Episcopal da Nova Zelândia (Nzcbc) - país localizado no sul da Oceania - acolhe a Constituição Apostólica "Pascite Gregem Dei", com a qual o Papa Francisco modificou o Livro VI do Código de Direito Canônico, endurecendo e ampliando, de fato, as penas por abusos sexuais.

Esta reforma, enfatiza em uma nota o secretário geral da Conferência episcopal, dom Stephen Lowe é "bem-vinda e tempestiva", especialmente porque ocorre durante a Comissão Real sobre Abuso, "que a Igreja católica apoia fortemente".

Comissão Real de Inquérito sobre Abuso

Efetivamente, desde março, a Comissão Real de Inquérito sobre Abuso, um órgão independente criado pelo governo da Nova Zelândia, tem realizado audiências de testemunhas, investigando casos de abuso sexual, mas também abuso físico, emocional e psicológico, que ocorreu em anos passados em instituições estatais e religiosas. O objetivo do inquérito é verificar a adequação dos processos de apelação e determinar como apoiar as vítimas.

Na primeira fase das audiências, realizadas no outono passado, a Comissão ouviu o testemunho dos sobreviventes, enquanto na segunda fase foram chamados a depor representantes de instituições religiosas, incluindo o presidente da Conferência episcopal, cardeal John Dew, que apresentou um pedido formal de desculpas da Igreja católica neozelandesa às vítimas de abusos.

Compromisso da Igreja em combater abusos dentro dela

"A Igreja católica - reitera dom Lowe - assume a responsabilidade de agir quando ocorrem abusos dentro dela." "Agiremos ouvindo, aprendendo e apoiando aqueles atingidos por abusos.

"Agiremos rapidamente e levaremos em conta aqueles que foram responsabilizados por abusos", exatamente como previsto "por esta reforma do Código de Direito Canônico", conclui o prelado.

Vatican News – IP/RL

02 junho 2021, 14:20