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Dom Pizzaballa na cerimônia do Lava-pés, na Terra Santa Dom Pizzaballa na cerimônia do Lava-pés, na Terra Santa  (ANSA)

Missa em Coena Domini na Terra Santa: Igreja deve ser uma comunidade de amor

Na celebração da Missa em Coena Domini na Terra Santa, o Patriarca Dom Pierbattista Pizzaballa desejou que este rito seja um convite para construir a Igreja de Cristo como uma comunidade de amor

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"Que a Quinta-feira Santa seja para todos nós, fiéis e clero, um convite para construir a Igreja de Cristo como comunidade de amor": este foi convite de Dom Pierbattista Pizzaballa, Patriarca de Jerusalém dos Latinos, na Missa em Coena Domini presidida ontem, 1º de abril, na Cidade Santa.

Renovar o desejo de pertencer a Deus

“A liturgia desta Missa", disse o Patriarca, "proclama o Evangelho do lava-pés dos Apóstolos e o mandamento do amor". Na verdade, esta ação de Jesus é o verdadeiro significado do que é a Eucaristia, isto é, o sacramento do serviço amoroso, em obediência ao Pai, até a morte na cruz". Jesus, destacou Dom Pizzaballa, torna-se "o diácono da humanidade, Ele serve com humildade e amor e deseja que seus discípulos façam o mesmo". Deixar-se lavar aos pés, de fato, "significa aceitar um Deus que serve, expondo-se ao mundo sem medo e sem temer o julgamento dos outros, deixando-se amar", porque Jesus "por amor, dia após dia, nos convida a renovar nosso desejo de pertencer a Ele".

Em seguida o prelado agradeceu a todos os que, "na Igreja local, dão testemunho de seu serviço com humildade e dedicação", sem medo de "se tornarem vulneráveis para enfrentar os mais fracos e indefesos diante do sofrimento humano". Daí o forte apelo do prelado a superar o egoísmo para que sejamos "verdadeiros ícones de Cristo, servos da humanidade". "O verdadeiro serviço que frequentemente é escondido e passa despercebido pelos meios de comunicação e plataformas sociais", sublinhou o Patriarca, "é apenas o resultado de uma doação total aos outros. Para fazer isso, porém, é necessário "deixar Cristo nos servir e lavar nossos pés, caso contrário nunca poderemos entender o que significa ser discípulos".

Renovação das promessas sacerdotais

Dom Pizzaballa deteu-se também no significado da Missa Crismal, celebrada na manhã da Quinta-feira Santa com a renovação das promessas sacerdotais e a bênção dos santos óleos. Um gesto que recorda a "dimensão sacramental da Igreja - explicou - porque os sacramentos não são uma espécie de "fórmula mágica de santificação", mas um sinal do poder curativo de Cristo, que deve, entretanto, passar também pela proclamação da Palavra e pelo testemunho de vida".

A esperança, portanto, é que a Igreja de Jerusalém "possa crescer nesta consciência, para que a Palavra possa alcançar todos os níveis de nossa sociedade". "Que nossos pastores, começando por mim", destacou Dom Pizzaballa, "sejam um testemunho vivo e confiável de nossa união com Cristo e uma ocasião de santificação e cura espiritual".

Ao mesmo tempo, o Patriarca destacou a importância da "dimensão pública e eclesial das promessas sacerdotais": "Estamos todos agindo diante do povo de Deus confiado ao nosso cuidado pastoral”. “Por isso o rito da renovação de nossas promessas sacerdotais inclui um convite ao povo de Deus para rezar pelo bispo e pelos sacerdotes". Assim, ele concluiu: "Precisamos de apoio em nosso ministério e devemos ser humildes o suficiente para nos deixar confrontar por nossos fiéis, que têm o direito de ver em nós testemunhas corajosas do Evangelho e sinais de uma vida autêntica que fale por si mesma, e não apenas através de palavras vazias ou falsas aparências".

02 abril 2021, 12:13