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Voluntário desinfecta igreja em Dili, capital do Timor Leste Voluntário desinfecta igreja em Dili, capital do Timor Leste  (ANSA)

Com aumento dos contágios, Timor Leste tem lockdown em três cidades

O primeiro caso oficial de infecção por coronavírus em Timor-Leste foi oficialmente registado em 21 de março de 2020. A Igreja de Díli também se organizou para prestar assistência psicológica aos enfermos, colocando à disposição sacerdotes, religiosos e voluntários leigos com competências em psicologia e medicina, que podem ser contactados em caso de necessidade. Além disso, por meio da Caritas local, é oferecida ajuda material às pessoas mais vulneráveis.

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Também o Timor Leste registra um aumento preocupante nos contágios por coronavírus. Desde o início de março, a curva de contágios na ilha, que começou a crescer em dezembro passado, sofreu um rápido aumento, com 229 novos casos registrados de 7 a 21 de março e 55 apenas no dia 21. Nenhuma morte foi registrada, mas as autoridades temem que a pandemia se espalhe de forma descontrolada, após um longo período sem infecções. Neste sentido, a decisão do primeiro-ministro Taur Matan Ruak de reintroduzir o bloqueio nas três principais cidades do país: Díli, Baucau e Viqueque.

Diante desta segunda emergência, a Igreja também volta a se mobilizar: “Aproveitamos também os programas de catequese on-line durante a Quaresma para realizar uma campanha de conscientização sobre como evitar o contágio”, explica à agência UCA News o padre Ângelo Salshina, responsável pela força-tarefa pastoral especial para a Covid-19 da Arquidiocese de Dili.

 O problema, de fato, é que muitos timorenses subestimam o perigo do vírus (também graças ao fato de o impacto da pandemia na ilha ter sido até agora muito limitado) e por isso não respeitam as regras de prevenção, como o distanciamento social, uso de máscaras e higienização completa das mãos.

A Igreja em Díli também se organizou para prestar assistência psicológica aos enfermos, colocando à disposição sacerdotes, religiosos e voluntários leigos com competências em psicologia e medicina, que podem ser contactados em caso de necessidade. Além disso, por meio da Caritas local, é oferecida ajuda material às pessoas mais vulneráveis.

Também o governo timorense anunciou medidas de apoio às faixas sociais mais vulneráveis penalizadas pelo lockdown e antecipou que a campanha de vacinação terá início em abril com a chegada das primeiras 33 mil doses de vacinas AstraZeneca, a qual se seguirá um lote maior em maio.

O primeiro caso oficial de infecção por coronavírus em Timor-Leste foi oficialmente registado em 21 de março de 2020. As imediatas medidas adotadas pelas autoridades timorenses para conter os contágios, incluindo um lockdown de dois meses, permitiram conter a propagação do vírus na ilha, considerada um exemplo virtuoso no continente asiático.

Mérito devido também à colaboração da Igreja local que apoiou de imediato as medidas de urgência, incluindo a suspensão das celebrações presenciais e se organizou para conscientizar os habitantes da ilha.

O pequeno e jovem Estado asiático (independente da Indonésia desde 1999) tem uma população de cerca de 1,3 milhão de habitantes, 95% dos quais católicos.

Vatican News Service – LZ

23 março 2021, 13:26