Busca

Vatican News
Igreja no Peru perde um ícone no serviço aos pobres e aos humildes Igreja no Peru perde um ícone no serviço aos pobres e aos humildes  (AFP or licensors)

Dom Bambarén, bispo dos "Pueblos Jovenes", morre de Covid no Peru

Dom Luis Armando Bambarén Gastelumendi, SJ era chamado de "Bispo de los Pueblos Jovenes" por suas contínuas lutas em defesa da população marginalizada.

Vatican News

Com a morte de Dom Bambarén, a Igreja peruana perde um ícone no serviço aos pobres e aos humildes. O "bispo das periferias" (pueblos jovenes), como era carinhosamente chamado por seus fiéis, foi internado esta semana devido a complicações da Covid-19 em uma clínica de Lima, vindo a falecer em de 19 de março.

Dom Luis Armando Bambarén Gastelumendi, SJ, bispo emérito de Chimbote e ex-presidente da Conferência Episcopal Peruana (CEP), nasceu em 14 de janeiro de 1928 em Yungay. Foi ordenado sacerdote na cidade de Madrid em 15 de julho de 1958.

Em 1º de janeiro de 1968 havia recebido a consagração episcopal como bispo auxiliar de Lima e bispo titular de Sertei, das mãos do cardeal Juan Landázuri Ricketts na Paróquia de San Martín de Porres. Desde então, Dom Bambarén se dedicou de forma incansável à defesa das pessoas com poucos recursos econômicos e chamou o bairro onde viviam de "Pueblo Jovem".

Passou então a ser chamado de "Bispo de los Pueblos Jovenes" por suas contínuas lutas em defesa da população marginalizada. O Papa Paulo VI o nomeou bispo de Chimbote em 8 de junho de 1978, tomando posse em 25 de julho do mesmo ano.

Entre 1996 e 1997 foi secretário da Conferência Episcopal Peruana e também presidente da Comissão para as Comunicações Sociais do Episcopado (Conamcos). Em fevereiro de 1998, foi eleito presidente da CEP e reeleito em 2000.

A presença do arcebispo Bambarén na vida sócio-política do Peru foi um elemento fundamental para o diálogo entre a Igreja e o governo em numerosas circunstâncias, às vezes muito complexas de administrar. Exortou a necessidade de diálogo diante de um conflito social no setor mineiro, trabalhou para deter a violência de grupos de mineiros que se enfrentaram com a polícia, com mortos e feridos, anunciou ao Peru a beatificação dos 3 missionários mortos em 1991 pelos terroristas do Sendero Luminoso e representou trinta mil pobres expulsos das terras ocupadas, no diálogo com as autoridades.

Agência Fides - CE

20 março 2021, 08:09