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Empregados no setor de restaurantes e hotelaria, entre os mais afetados pela pandemia Empregados no setor de restaurantes e hotelaria, entre os mais afetados pela pandemia  (ANSA)

Covid-19: Fundo "San Giuseppe" distribuiu quase 5 milhões € a famílias em dificuldade

O Fundo da Arquidiocese de Milão também teve um efeito redistributivo, transferindo recursos daqueles que não foram afetados pelas consequências econômicas da pandemia para aqueles que, em vez disso, empobreceram. "Aqueles que doam não conhecem os destinatários de seu presente. Desta forma, o Fundo revela-se um espaço de reconstrução de vínculos, tecedor de redes de fraternidade, de forma simples, mas real e cotidiana”, disse Dom Lucas Bressan.

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Chegam a quase 5 milhões de euros os fundos desembolsados ​​até agora pelo Fundo "San Giuseppe" (São José), criado há um ano pela Arquidiocese de Milão, em colaboração com a Prefeitura de Milão, para ajudar as famílias em dificuldade devido à pandemia de Covid-19.

Os resultados destes primeiros doze meses de atividade foram apresentados na manhã de terça-feira, 30, na Sala de Conferências da Cúria do Arcebispado, pelo arcebispo Mario Delpini e pelo prefeito de Milão, Giuseppe Sala. Participaram do encontro Dom Luca Bressan, vigário episcopal para a Cultura, a Caridade, a Missão e a Ação Social, e Luciano Gualzetti, diretor da Caritas Ambrosiana.

Desde março de 2020, o Fundo distribuiu € 4.924.000 a 2.454 pessoas que perderam seus empregos ou sofreram uma queda significativa na renda devido à pandemia. Os beneficiários são em sua maioria homens (53,8%) e a faixa etária mais representativa situa-se entre os 35 e 44 anos (36,5%).

Da análise dos pedidos daqueles que solicitaram a prorrogação da contribuição para além dos três meses previstos, verifica-se que os trabalhadores em maiores dificuldades desempenham tarefas no setor dos restaurantes (36,6%) e da hotelaria (12,7%). Entre as famílias que pedem ajuda, aumentam aquelas com filhos pequenos (casais com um ou dois menores passam de 35,9% para 38,5%, comparando os dois períodos). Também há cada vez mais desempregados: hoje são mais de um terço dos beneficiários (38,4%), enquanto eram um quarto no início da pandemia.

 

O Fundo da Arquidiocese de Milão também teve um efeito redistributivo, transferindo recursos daqueles que não foram afetados pelas consequências econômicas da pandemia para aqueles que, em vez disso, empobreceram.

De fato, aos 4 milhões de euros iniciais – 2 oferecidos pela Arquidiocese e 2 pelo município -  foram acrescentados donativos no valor de 3.616.353 euros. 66% das contribuições para este montante partiram de cidadãos, enquanto 32% foram provenientes de empresas e 2% de outros atores.

Dom Luca Bressan comentou este último aspecto: “O Fundo São José neste contexto revela-se como um sinal profético, que permite redistribuir os rendimentos, entre quem dispõe de recursos e quem os procura, de forma gratuita e aberta a todos - explicou -. Aqueles que doam não conhecem os destinatários de seu presente. Desta forma, o Fundo revela-se um espaço de reconstrução de vínculos, tecedor de redes de fraternidade, de forma simples, mas real e cotidiana”, observou.

Durante a pandemia, o Fundo São José tornou-se o pivô de um dispositivo de ajuda econômica muito articulado no combate à pobreza, que previu medidas diversificadas, ativadas por uma pluralidade de instrumentos.

O Fundo de Assistência Diocesana ajudou 995 famílias no cumprimento das tarefas diárias (desde o pagamento de contas até o aluguel) para um valor total de 1.367.461 euros. O objetivo não é apenas acompanhar as pessoas em situação de emergência, mas também ajudá-las a encontrar um trabalho que garanta um futuro, graças a outras agências ativas, como o Fundo “Diamo Lavoro” que, desde o início da pandemia, permitiu inserir 126 pessoas em empresas, requalificou outras 27 nos setores de saúde e mais 20 na logística, assumindo seus custos.

Tudo com um olhar de longo prazo, porque, como aponta Luciano Gualzetti, diretor da Caritas Ambrosiana, os efeitos colaterais da pandemia não passarão rapidamente e se farão sentir principalmente após o desbloqueio das demissões. Para isso - afirmou - será necessário continuar a apoiar as famílias após o fim da crise sanitária também com medidas assistenciais como bolsas e ajudas alimentares e ao mesmo tempo “promover a requalificação profissional e orientar aqueles que perdem o emprego para as empresas que já reagiram ou não foram atingidas pela crise”.

Vaticano News Service - LZ

31 março 2021, 14:44