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Coreia do Sul. Solidariedade e apoio do card. Yeom ao povo de Mianmar

O cardeal-arcebispo de Seul, na Coreia do Sul, Andrew Yeom Soo-jung, critica a resposta brutal da junta militar birmanesa contra protestos pacíficos, afirmando que "jamais é aceitável que os militares usem violência", e expressa "forte apoio ao povo birmanês e suas aspirações à democracia". "Todo o clero, religiosos e fiéis da Arquidiocese de Seul estão orando intensamente pela restauração de uma verdadeira democracia no país. Rezamos pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria por todo o povo de Mianmar", lê-se na missiva

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Profunda preocupação com a repressão implacável dos militares em Mianmar e total apoio e colaboração com o povo do país do sudeste asiático: é o que expressa o arcebispo de Seul, na Coreia do Sul, o cardeal Andrew Yeom Soo-jung, em carta enviada ao arcebispo de Yangun, em Mianmar, e presidente da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), o cardeal Charles Maung Bo.

Em sua carta, o cardeal Yeom critica a resposta brutal da junta militar birmanesa contra protestos pacíficos, afirmando que "jamais é aceitável que os militares usem violência", e expressa "forte apoio ao povo birmanês e suas aspirações à democracia".

Oração e solidariedade concreta ao povo de Mianmar

"Todo o clero, religiosos e fiéis da Arquidiocese de Seul estão orando intensamente pela restauração de uma verdadeira democracia no país. Rezamos pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria por todo o povo de Mianmar", lê-se na missiva.

O cardeal-arcebispo de Seul doou 50 mil dólares em ajuda de emergência que será entregue ao cardeal-arcebispo e Yangun através do delegado apostólico para Mianmar, dom Paul Tschang In-Nam.

 

Uma forte ligação entre os dois cardeais asiáticos

Os dois cardeais, Yeom e Bo, têm uma forte ligação: em 2018 no "Fórum da Paz na Península Coreana" realizado no Seminário Teológico da Universidade Católica da Coreia, o cardeal Bo foi convidado a falar sobre a experiência de Mianmar, como esperança e testemunho de um caminho para a paz na península coreana.

No Fórum, o cardeal Bo destacou que "a paz nasce do conceito de dignidade humana. A paz não pode existir se a dignidade humana não for respeitada". O cardeal Yeom visitou depois Mianmar em novembro de 2018, constatando a difícil situação no país e convidou outros católicos coreanos à ajuda pastoral social.

Igreja coreana também passou por perseguições e guerras

"A Igreja católica coreana passou por perseguições e guerras, por isso é natural que nos mostremos solidários com os cristãos que sofrem", disse o cardeal Yeom.

A Arquidiocese de Seul promove anualmente uma campanha de arrecadação de fundos para socorros de emergência em Mianmar e em 2020 enviou ajudas de emergência à Igreja católica no país do sudeste asiático devido à crise pandêmica da Covid-19.

(Fides)

18 março 2021, 11:19