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Visita do Papa Francisco a Bangladesh, em dezembro de 2017 Visita do Papa Francisco a Bangladesh, em dezembro de 2017  (AFP or licensors)

Semana pela Unidade em Bangladesh: trabalho da Igreja para superação de incompreensões recíprocas

No país asiático “todas as denominações cristãs vivem em paz e harmonia, mas deve haver maior colaboração entre elas. Devem dialogar mais, trocar mais ideias e ações espirituais e pastorais, para que as pessoas de outras religiões possam compreender que todos somos discípulos de Cristo”, diz o administrador da Arquidiocese de Chittagong.

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Também em Bangladesh, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada em um formato reduzido devido à pandemia. Os encontros previstos para os oito dias de oração estão sendo realizados apenas a nível local, com participação limitada.

Para os cristãos bengalis, este evento ecumênico tem um valor particularmente importante: a unidade e a colaboração são de fato cruciais, em um país com uma clara maioria muçulmana, como aponta à UCA News padre Leonard C. Rebeiro, administrador da Arquidiocese de Chittagong.

 

Em Bangladesh- observa ele - “todas as denominações cristãs vivem em paz e harmonia, mas deve haver mais colaboração entre elas. Devem dialogar mais, trocar mais ideias e ações espirituais e pastorais, para que as pessoas de outras religiões possam compreender que todos somos discípulos de Cristo”.

À parte as diferenças doutrinárias, persistem mal-entendidos e preconceitos mútuos: “É verdade que os católicos muitas vezes se consideram superiores aos protestantes - admite padre Rebeiro -. Por outro lado, os protestantes zombam dos católicos como adoradores de ídolos. Além disso, quer católicos como protestantes tentam contornar as regras quando há matrimônios interconfessionais”.

Soma-se a isso o proselitismo agressivo de alguns pregadores evangélicos entre os católicos mais pobres e menos instruídos, o que cria confusão e tensão. “A Igreja Católica está trabalhando ativamente para remover essas barreiras por meio do diálogo e de programas interconfessionais”, explica o sacerdote.

Para os oito dias de oração, a Igreja Católica local traduziu para o subsídio preparado este ano pela Comunidade Monástica Reformada de Grandchamp, na Suíça.

Os cristãos de Bangladesh representam menos de 0,5% da população, que é 90% muçulmana. Os católicos são a maior denominação cristã.

Vatican News Service - LZ

21 janeiro 2021, 11:12