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Igreja copta: redes sociais fazem mal à correta informação eclesial

A Igreja copta ortodoxa há muito tempo se pergunta sobre o impacto da expansão das redes sociais e das mídias sociais na experiência concreta das comunidades eclesiais. Em recente discurso dirigido aos membros do Rotary Club egípcio de Alexandria-Pharos, o patriarca copta Tawadros quis reiterar que as mídias sociais são "uma espada de dois gumes", como uma "faca" que pode ser usada corretamente ou incorretamente, com um potencial destrutivo que pode prejudicar os indivíduos e esgarçar o tecido social

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"A multiplicação de plataformas e redes sociais de comunicação produz uma situação de caos informativo: qualquer pessoa pode escrever mensagens e divulgar qualquer coisa na web sem ter que prestar contas da autenticidade do conteúdo divulgado, e sem ter que indicar a fonte de onde elas provêm."

Com estas considerações, o porta-voz da Igreja copta ortodoxa, padre Boulos Halim, fez uma enésima advertência acerca de informações distorcidas e notícias falsas sobre a Igreja que inundam as mídias sociais.

Efeitos das fake news na consciência de multidões de pessoas

Trata-se de um fenômeno que também produz sérios efeitos na consciência de multidões de pessoas e que, na opinião do padre Halim, não se pode de modo algum ser contrastado, mesmo com os desmentidos oficiais necessários e tempestivos.

Por esta razão, afirma o porta-voz copta, aqueles que desejam relançar ou comentar notícias confiáveis sobre a Igreja copta ortodoxa são fortemente aconselhados a seguir escrupulosamente as informações divulgadas ou confirmadas pelos canais oficiais de comunicação do Patriarcado copta ortodoxo ou pelo próprio patriarca Tawadros, atendo-se a estas e evitando acreditar em rumores ou ilações enganosas.

O caso da monja falecida em 2006 milagrosamente aparecida

O último caso que chamou a atenção dos responsáveis pela comunicação do Patriarcado copta ortodoxo diz respeito à difusão viral nas mídias sociais da informação segundo a qual, durante a divina liturgia da vigília do Natal ortodoxo, celebrada na noite de quarta-feira, 6 de janeiro, no Mosteiro de Anba Bishoy e presidida pelo próprio Papa Tawadros, teria milagrosamente aparecido a Irmã Tamav Irini, famosa monja copta que viveu de 1936 a 2006, a cuja intercessão a devoção copta atribuiu vários milagres, tanto em vida como após a morte.

A impressionante disseminação do boato através das redes sociais levou os canais de comunicação da Igreja copta ortodoxa a emitirem um desmentido oficial, com um convite a todos a não espalharem tais notícias falsas.

"Nossa Madre Irene"

Tamav Irini ("Nossa Madre Irene"), abadessa no Cairo, capital egípcia, do Mosteiro dos Santos Mercúrio e Antônio Abade, liderava encontros às vezes frequentados por milhares de cristãos coptas, falando-lhes sobre o Paraíso, o destino da felicidade eterna e os milagres realizados por intercessão dos santos.

A devoção popular no passado também lhe atribuiu experiências de bilocação e aparições milagrosas, incluindo uma em que se diz que a abadessa apareceu repentinamente na companhia de São Mercúrio, numa sala fechada da casa privada do então presidente egípcio Hosni Mubarak, para convencê-lo a mudar o projeto de construção de uma rodovia que teria comportado a destruição de parte de seu mosteiro.

Tawadros: as mídias sociais são "uma espada de dois gumes"

A Igreja copta ortodoxa há muito tempo se pergunta sobre o impacto da expansão das redes sociais e das mídias sociais na experiência concreta das comunidades eclesiais.

Em recente discurso dirigido aos membros do Rotary Club egípcio de Alexandria-Pharos, o patriarca copta Tawadros quis reiterar que certamente não são as redes sociais e as mídias sociais que podem abrir as portas do Paraíso para os homens e mulheres de hoje, acrescentando que as mídias sociais são "uma espada de dois gumes", como uma "faca" que pode ser usada corretamente ou incorretamente, com um potencial destrutivo que pode prejudicar os indivíduos e esgarçar o tecido social.

(Fides)

13 janeiro 2021, 14:00