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Dom Orani: São Sebastião, "que todos possam ser vacinados"

A quarta-feira, 20 de janeiro, foi de homenagens ao santo padroeiro da arquidiocese, da cidade e do Estado do Rio de Janeiro: São Sebastião. Algumas atividades tradicionais foram canceladas devido às restrições da pandemia, mas a imagem peregrina foi até os fiéis através de uma carreata e também pelo alto: “pedimos a intercessão do padroeiro para que nosso povo pudesse ter, cada vez mais, esperança. Vimos depois que, durante a trezena, foram aprovadas as vacinas, as quais já começaram a ser aplicadas no país, bem no dia em que celebramos São Sebastião. Ele que é nosso advogado contra as epidemias, intercedeu por nós. Pedimos, também, para que não nos faltem vacinas e que todos possam ser vacinados", disse dom Orani João Tempesta.

Carlos Moioli - Arquidiocese do Rio de Janeiro

Mesmo num momento tão atípico, o povo carioca não deixou de homenagear o santo padroeiro da arquidiocese, da cidade e do Estado do Rio de Janeiro, São Sebastião, durante a festividade dedicada ao protetor contra as pestes e epidemias, nesta quarta-feira, 20 de janeiro. 

Diferente dos anos anteriores, não houve a tradicional procissão devocional, partindo da Igreja de São Sebastião, na Tijuca, administrada pelos frades capuchinhos, até a Catedral Metropolitana, no centro. Entretanto, a imagem peregrina do padroeiro cruzou a cidade numa carreata, que teve início na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz, e seguiu em direção à Catedral. Na chegada da carreata, em frente à Catedral, na qual dom Orani João Tempesta fez a tradicional bênção à cidade com a relíquia do padroeiro, também recordou a intercessão de São Sebastião durante a pandemia:

“Neste ano, tivemos como tema ‘São Sebastião, mensageiro da esperança’. Pedimos a intercessão do padroeiro para que nosso povo pudesse ter, cada vez mais, esperança. Vimos depois que, durante a trezena, foram aprovadas as vacinas, as quais já começaram a ser aplicadas no país, bem no dia em que celebramos São Sebastião. Ele que é nosso advogado contra as epidemias, intercedeu por nós. Pedimos, também, para que não nos faltem vacinas e que todos possam ser vacinados."

“Cabe a nós, Igreja, sermos a alma desta cidade”

Na missa solene do padroeiro, na Catedral, durante a homilia, dom Orani enfatizou que os festejos aconteceram de maneira diferente, mas repletos da ação do Espírito Santo:

“Este ano foi diferente, mas solene. Foi carinhoso o modo como Deus nos conduziu, pela ação do Espírito Santo, para celebrar a trezena e o dia de São Sebastião. Todos os anos, São Sebastião me toma pela mão e me leva a visitar sua cidade. De bairro em bairro, capelas, asilos, hospitais, visitamos vários tipos de situações. E encontramos tantas pessoas que buscam ao Senhor, colocam suas questões, pedem a bênção. É o coração de um povo sedento.”

Devido as impossibilidades de se fazer presente em muitos lugares por conta da Covid-19, o arcebispo encontrou um meio para levar a imagem peregrina aos mais diversos locais da cidade: pelo alto. “São Sebastião me fez visitar a cidade de uma maneira diferente: olhando-a pelo alto. Percebi que conheço muita coisa, alguns bairros, prédios, avenidas. Mas tem outras que, mesmo olhando do alto, eu não consigo distinguir. Por mais que tenha andado por muitos lugares, do alto as coisas parecem diferentes e desafiadoras. Em alguns lugares, no pico dos montes, me pergunto: como fazer para chegar àquela pessoa? Como a messe é grande e são poucos os operários”, exclamou. Entretanto, dom Orani continuou:

"Ao mesmo tempo, o Senhor me mostra que, naqueles locais, também há sacerdotes e uma comunidade presente, orante, que evangeliza e prega. Isso eu deduzi quando, na vinda, durante a carreata, com as comunidades presentes nas avenidas, logo se distinguia o padre que estava por trás. Vimos o dom que temos enquanto presença capilar da Igreja em todos os cantos da cidade. Mesmo que eu não consiga saber o que pensa e quais as necessidades e preocupações daquela pessoa, que mora na ponta de um bairro, eu sei que tem alguém mais próximo para ouvir, encaminhar e evangelizar. Cabe a nós, Igreja, cristãos, sermos a alma dessa cidade.”

Prêmio São Sebastião 2021

Com o intuito de promover o diálogo entre a fé e a cultura, a Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu a 27º edição do “Prêmio São Sebastião de Cultura”. O evento aconteceu no Teatro Cesgranrio, no Rio Comprido, em 19 de janeiro. As indicações para cada uma das doze categorias são feitas pelos conselheiros da associação. Depois disso, a diretoria, após o exame, as submete à reunião plenária para a devida aprovação por maioria absoluta. Os indicados são aqueles que promoveram, de alguma forma, a cultura na cidade do Rio, respeitando os critérios da Igreja e da fé cristã.

Nesta edição, os vencedores foram: Ação Cultural: Academia Brasileira de Arte; Promoção Social: Associação Brasileira dos Cavaleiros da Soberana e Militar Ordem de Malta do Rio de Janeiro; Artes Plásticas: Mário Mariano; Divulgação da Fé: Comunidade Emanuel; Guilherme Arinos: Fernanda Montenegro; Artes Cênicas: Débora Mello; Música: Fiorella Solares; Comunicação (Pessoa Física): Edu Carvalho; Audiovisual: WEB TV Redentor; Esporte: Maya Gabeira; Prêmio In Memoriam: Nicette Bruno e Suelly Vasconcelos Especial: Margareth Dalcolmo. Houve ainda uma homenagem ao arcebispo emérito do Rio, Cardeal Eusébio Oscar Scheid, que faleceu no dia 13 de janeiro. O prêmio foi recebido pela irmã Zilá de Carvalho, do Instituto de Nossa Senhora do Bom Conselho.

Na abertura, o arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta, presidente da associação, recordou o centenário de vida de dom Eugenio Salles, idealizador do prêmio: “neste ano, celebramos 100 anos do nascimento de dom Eugenio. Aproveitamos o centenário para criar o Vicariato Episcopal para a Cultura, que antes estava ligado ao Vicariato Episcopal para a Comunicação Social. Poder participar de mais um prêmio é uma oportunidade, sem dúvida, de ver o diálogo da Igreja com a cultura. Esse é o olhar da Igreja para fora. Encontramos em muitos aspectos culturais da humanidade o apoio da Igreja católica. Por isso, temos uma grande responsabilidade e consciência dessa missão”, afirmou.

O presidente da associação e fundador da Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa, ressaltou a importância da premiação: “estamos todos reunidos numa ocasião muito especial. Mesmo com todas as dificuldades deste ano, o cardeal Orani achou indispensável que essa premiação fosse feita. Assim, o conselho submeteu os nomes dos premiados. Esse prêmio é muito importante, porque revela o cuidado da Igreja em ter as ações culturais a serviço da evangelização no país, especialmente em nossa cidade”, enfatizou.

Dentre os premiados, Augusto Kelly, secretário da Pastoral da Comunicação, recebeu o prêmio em nome de todos os agentes da Pascom da Arquidiocese do Rio. “É com imensa alegria e responsabilidade que represento meus irmãos de caminhada. É muito bom fazer parte de uma equipe que se coloca à disposição e se torna os olhos e os ouvidos de uma comunidade, fazendo-se ponte até os fiéis. Foi um privilégio participar de um momento em que somente a Pascom, os músicos e os sacerdotes podiam estar presentes diante da Eucaristia. Em alguns momentos, as lágrimas desciam por trás das câmeras, com as igrejas vazias, sem o eco de nossos irmãos. Agradeço a todos os 'pasconeiros' que nos ajudam a escrever essa história que jamais será esquecida e a toda equipe arquidiocesana”, completou.

Representando a WebTV Redentor, Roberto Sabatinelli frisou que “é muito gratificante para a equipe receber esse prêmio. Agradecemos ao cardeal Orani por todo apoio que nos deu. Desde 2011, quando a WebTV foi criada, foram inúmeras gravações e programas. Em março, quando a pandemia se instaurou, a inteligência do cardeal nos ajudou a trabalhar para levar aos demais o Cristo presente nas missas dominicais. A WebTV comprou essa ideia e deu certo. Nossa missão é levar a Palavra de Deus a todas as pessoas”, pontuou.

21 janeiro 2021, 16:01