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A invasão de gafanhotos na África Oriental é uma das consequências das mudanças climáticas A invasão de gafanhotos na África Oriental é uma das consequências das mudanças climáticas 

Campanha de conscientização do Movimento Católico Global pelo Clima na África

Nos últimos meses, o Movimento Católico Global pelo Clima África implementou várias iniciativas climáticas como o plantio de novas árvores, campanhas para educar as crianças a respeitar o meio ambiente, trabalhos de conscientização nas comunidades locais, promoção de fontes alternativas de energia e seminários.

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No Ano Especial dedicado à celebração do aniversário da Encíclica Laudato si' do Papa Francisco, lançado em 24 de maio passado, o compromisso da Igreja com a defesa da Casa comum não para na África. Segundo a Associação das Conferências Episcopais da África Oriental (Amecea), um grupo de sacerdotes ugandenses lançou uma nova campanha de conscientização para mobilizar católicos, cidadãos, comunidades e instituições contra as mudanças climáticas, com o apoio da Conferência Episcopal e em colaboração com as organizações ambientalistas locais.

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A iniciativa partiu do padre Benedict Ayodi, OfmCap, sacerdote queniano franciscano e coordenador da seção africana do Movimento Católico Global pelo Clima (Gccm). A campanha se focaliza em quatro áreas temáticas: a promoção da mensagem lançada pelo Papa na Laudato si’, a integração da defesa ambiental na vida de fé, a redução da dependência de combustíveis fósseis e a promoção de fontes de energia renováveis.

Segundo o pe. Ayodi, o objetivo é conscientizar as pessoas sobre os problemas ambientais na África, especialmente na parte Oriental. Com seus 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, a África é um dos continentes mais expostos aos efeitos das mudanças climáticas e da poluição. Dentre os perigos que ameaçam a sobrevivência dos povos africanos, o Movimento Global pelo Clima aponta o aumento do nível das águas do Lago Vitória, que afetou vários assentamentos em Uganda e países vizinhos, a invasão de gafanhotos que também envolveu a África Oriental este ano, a crescente imprevisibilidade das estações chuvosas causando cada vez mais fome, a iminente realização do Oleoduto da África Oriental (EACOP), o grande oleoduto que ligará Hoima, em Uganda, a Tanga, na Tanzânia, e obrigará o deslocamento maciço da população. O Movimento Católico Global pelo Clima também recorda os Ogoni, povo da região do Delta do Níger, que luta há anos por seus direitos à terra e um ambiente saudável contra a poluição por petróleo, recorda também os conflitos contínuos na República Democrática do Congo, muitas vezes ligados à exploração de seus ricos recursos naturais e à extração de minério na África do Sul.

Nos últimos meses, o Movimento Católico Global pelo Clima África implementou várias iniciativas climáticas como o plantio de novas árvores, campanhas para educar as crianças a respeitar o meio ambiente, trabalhos de conscientização nas comunidades locais, promoção de fontes alternativas de energia e seminários.

Vatican News Service - LZ/MJ

23 novembro 2020, 13:41