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Juízo Final Juízo Final 

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

No Evangelho, Mateus nos diz que as obras de misericórdia são a resposta que Deus espera de nos em meio a uma situa ao de desgraças e infelicidades. E com pessoas que as praticam que o Senhor se identifica.

Padre César Augusto – Vatican News

«O Evangelho da solenidade deste domingo é o das bênçãos e das maldições que estão em Mateus, trecho também conhecido como Juízo Final.

O texto celebra  a  vitória  da  justiça  ocorrida  na  ressurreição  de Jesus e no momento em que o Senhor é declarado rei para  sempre. A justiça, a verdade e a paz serão eternas.

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Depois de uma vida sobre a terra, depois do anúncio feito por Jesus de que Deus é nosso Pai e de que todos os habitantes da terra são irmãos, - depois  do Mestre  ter  anunciado  a  vocação de fraternidade e de ter promulgado as bem-aventuranças, depois do  Senhor ter lavado os pés dos discípulos, depois do Redentor ter  morrido na cruz e ressuscitado, depois do Ressuscitado ter feito o envio de seus apóstolos a anunciarem o Evangelho, pregarem a conversão e o batismo, - todos  aqueles  que  responderam  sim  aos  apelos amorosos de Deus,  apesar  das  diversas  dificuldades,  serão acolhidos na Casa do Pai.

Como podemos apreender da atitude de Jesus, o Homem por excelência, o que conta para ser acolhido na felicidade eterna é e será sempre nossa atitude, não apenas de solidariedade, mas de fraternidade, ou seja, um passo a mais no relacionamento com o outro.

Ele não é apenas alguém com quem divido o pão, o teto e os sentimentos, mas é alguém que tenho como da mesma família, da mesma  origem, a quem estou unido por laços de afeto.

No Livro de Ezequiel, 1a leitura de hoje, Deus se apresenta como o Pastor, aquele  que  procura  a  ovelha  perdida,  reconduz  a extraviada,  cura a  ferida,  fortalece  a doente  e alimenta  todas.

Esse discurso é dirigido aos judeus  que  estão  procurando  se recuperar da destruição feita pelo poder babilônico e esse  mesmo povo se encontra agora oprimido também por judeus mais espertos que não têm escrúpulos de explorar seus compatriotas.  Esse discurso  é o alento  de Deus ao pobres  e aos oprimidos.

No Evangelho, Mateus nos diz que as obras de misericórdia são a resposta que Deus espera de nos em meio a uma situação de  desgraças e infelicidades. É com pessoas que as praticam que  o Senhor se identifica.

O amor a Deus esta intimamente ligado ao amor ao próximo. A verdadeira religião leva ao outro.

A vida de alguém será considerada bem sucedida não pelos  filhos que tenha gerado, nem pelos títulos acadêmicos que possa ter obtido,  e muito  menos  pela  riqueza  que possuir.

Uma vida realizada será assim considerada por Deus se a pessoa lutou por um mundo justo e fraterno, se empregou seu tempo, seus conhecimentos, sua saúde para eliminar situações em que seus irmãos se sentiam marginalizados e se não foram nem cumplices e nem coniventes com as opressões.

Cristo  é  Rei  e  Senhor  porque  na  luta  contra  o  mal  venceu   a tentação do acúmulo, da abundância e do prestígio».

 

21 novembro 2020, 08:00