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Igreja no Cazaquistão celebrará 20 anos da visita de João Paulo II ao país

As celebrações por este aniversário da visita do Papa polonês ao país da Ásia Central foram discutidas pelos bispos em sua Assembleia. Durante o encontro, os prelados também trataram, entre outros, sobre questões relacionadas à tradução, atualmente em andamento, de textos teológicos e litúrgicos em língua cazaque. Os bispos exortam todos os fiéis “para que, apesar das condições higiênico-sanitárias e epidemiológicas atuais, não percam seu zelo e desejo de participar dos sacramentos, onde as condições locais o permitam”

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“Durante a assembleia da Conferência Episcopal do Cazaquistão planejamos as celebrações do vigésimo aniversário da visita de São João Paulo II (setembro de 2001 – setembro de 2021): pensamos que é justo recordar esse momento histórico com um grande evento. As circunstâncias nos obrigaram a nos encontrar on-line, mas mesmo assim pudemos continuar nosso trabalho pastoral para o futuro. Falamos sobre as formas em que a Igreja pode dar apoio a pessoas em dificuldade por causa da pandemia. A Igreja cazaque está tentando superar esta fase difícil, com otimismo e alegria, dando graças a Deus e seguindo os caminhos que Ele nos indica.”

Foi o que disse à Fides – agência missionária da Congregação para a Evangelização dos Povos – o bispo de Almaty e presidente da Conferência Episcopal do Cazaquistão, dom José Luis Mumbiela Sierra, ilustrando alguns dos conteúdos da recente assembleia dos prelados do Cazaquistão.

Participaram do encontro todos os Ordinários do Cazaquistão e, na parte introdutória, interveio o núncio apostólico, o arcebispo Francis Assisi Chullikatt.

A mídia como meio de difusão da Boa Nova no Cazaquistão

Segundo informa a nota divulgada pela Conferência episcopal, durante o encontro os bispos também falaram sobre os meios de comunicação como meio de difusão da Boa Nova do Evangelho no Cazaquistão e sobre questões relacionadas à tradução, atualmente em andamento, de textos teológicos e litúrgicos em língua cazaque.

A nota também observa que “os bispos consideram oportuno não esquecer a triste data de 18 de novembro de 1920, quando a União Soviética tomou a fatídica decisão de legalizar o aborto”.

A fim de acompanhar essa memória com um ato de arrependimento, a Arquidiocese de Santa Maria, em Astana – capital do país da Ásia Central –, organizou um momento especial de oração.

“Sem o domingo não podemos viver”

Os bispos cazaques exortam todos os fiéis “para que, apesar das condições higiênico-sanitárias e epidemiológicas atuais, não percam seu zelo e desejo de participar dos sacramentos, onde as condições locais o permitam”.

“Recordamos a todos o exemplo de nossos irmãos e irmãs nos tempos difíceis da Igreja primitiva, quando diziam com frequência: ‘Sem o domingo não podemos viver’”, concluem os prelados.

Dos 26% de cristãos no país, 1% deles são de fé católica

De acordo com dados oficiais, fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão, dos mais de 17 milhões de habitantes do país, cerca de 26% são cristãos e 1% deles são de fé católica.

A presença dos católicos no Cazaquistão está dividida em 4 dioceses, com um total de 70 paróquias. Há 91 sacerdotes presentes no país, entre os quais 61 são diocesanos e 30 são religiosos.

(Fides)

24 novembro 2020, 12:31