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Dom José Ornelas: o sofrimento e a morte não podem ser confinados

Em Fátima, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) presidiu a missa em sufrágio das vítimas da pandemia de Portugal. Para dom José Ornelas, “a crise tem nos mostrado que o sofrimento e a morte não podem ser confinados e que só juntos, com o esforço e a responsabilidade de todos, podemos construir um mundo aceitável em que nos cuidemos mutuamente. Assim como a dimensão do sofrimento e da morte são universais, também deve ser a defesa e o cuidado dela”.

Domingos Pinto – Lisboa

A atual pandemia deve reforçar o “apreço” da sociedade pela vida, multiplicando esforços na sua defesa. São palavras iniciais de dom José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), na homilia da Eucaristia que presidiu no sábado (14), na Basílica de Santíssima Trindade, em Fátima. Uma missa de homenagem e de oração pelas vítimas da Covid-19, que contou com a presença de 20 bispos católicos, do presidente da República, do primeiro-ministro e de várias entidades públicas.

Para dom José Ornelas, “a crise tem nos mostrado que o sofrimento e a morte não podem ser confinados e que só juntos, com o esforço e a responsabilidade de todos, podemos construir um mundo aceitável para todos em que nos cuidemos mutuamente. Assim como a dimensão do sofrimento e da morte são universais, também deve ser a defesa e o cuidado dela”.

O bispo de Setúbal pediu também uma mobilização incondicional da sociedade para defender a vida “com responsabilidade, competência e generosidade” e rezou por “aqueles que partiram como vítimas diretas e indiretas da pandemia”, sublinhando que eles não são “números de uma estatística”. 

“Se aprendermos desta epidemia a cuidar uns dos outros e juntos neste mundo, teremos feito justiça e boa memória dos que partiram e dos esforços de quantos os acompanharam na última etapa da vida nesta terra”, alertou o prelado que destacou a figura bíblica de Job, como exemplo de fé diante do sofrimento. Na mesma linha, a referência à passagem do Evangelho relativa à ressurreição de Lázaro, para deixar uma mensagem de esperança às famílias enlutadas.

“Que possamos levar sempre o sinal da esperança, de que Deus é maior do que todas as nossas crises. Com Ele, nós venceremos também esta”, concluiu o bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Oiça
16 novembro 2020, 11:04