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Bispos africanos alarmados com a imigração ilegal

“Estamos profundamente preocupados - lê-se na declaração episcopal - pela recrudescência do fenômeno da imigração ilegal, em alguns de nossos países, especialmente da juventude”, ressaltam os bispos africanos. “Somos solidários com as famílias que choram pela perda de seus entes queridos”, por causa deste dramático fenômeno.

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Os bispos do Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné-Bissau, na África Ocidental, estão profundamente preocupados com a dramática questão da imigração ilegal.

Em uma declaração conjunta, emitida no final da sua Assembleia Ordinária anual, de 9 a 15 de novembro, que teve como tema central “A missão dos Apóstolos e seus Sucessores”, os prelados lançam um alarme, sobretudo aos jovens, e convidam os governos, dos seus respectivos países, a apresentar soluções concretas.

“Estamos profundamente preocupados - lê-se na declaração episcopal - pela recrudescência do fenômeno da imigração ilegal, em alguns de nossos países, especialmente da juventude”. E acrescentam: “Somos solidários com as famílias que choram pela perda de seus entes queridos”, por causa deste dramático fenômeno. Recordam as 140 pessoas, que naufragaram na costa senegalesa, em outubro, e os 295 migrantes senegaleses resgatados no mar, enquanto tentavam de chegar às Ilhas Canárias.

Enquanto o governo de Dacar anuncia um maior controle para combater a imigração ilegal, os Bispos denunciam “a falta de uma assistência adequada aos jovens africanos" e lamentam que, "apesar dos esforços feitos, esporadicamente, para melhorar sua condição social e econômica, a situação continua muito crítica para muitas pessoas”.

Por isso, os Bispos africanos convidam seus respectivos governos a “tomar iniciativas concretas, que forneçam soluções satisfatórias para os problemas dos jovens que imigram de modo ilegal.” Fazem também um premente apelo às instituições estatais para tratar da questão da segurança nacional: “Há um progressivo aumento nas várias formas da violência, às vezes, por ideologias que defendem a exclusão e a intolerância, com base na religião, origem, cultura, etnia ou filiação política”. Daí o convite dos Bispos às populações para que sejam “mais abertas, tolerantes e disponíveis ao diálogo”. Enfim, pedem às autoridades para que garantam e promovam a justiça, a equidade, a paz e a coesão social”.

Durante os trabalhos da recente Assembleia Episcopal dos Bispos Africanos, os participantes dedicaram atenção particular “ao desafio da pandemia do Covid-19”. Nos quatro países da África Ocidental - Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné-Bissau – registram-se cerca de 40 mil casos de contágios e mais de 600 mortes. Por isso, os Bispos exortam os fiéis a serem mais "cautelosos e perseverantes no cumprimento das medidas decretadas pelas autoridades" e, ao mesmo tempo, a darem graças a Deus "pela firmeza da fé de muitos nestes tempos difíceis".

Dirigindo-se, mais uma vez, aos respectivos governantes da África Ocidental, os representantes da Igreja Católica os exorta a "fazer todo o possível para proteger a saúde e a vida das populações africanas".

Vatican News Service - IP/MT

 

21 novembro 2020, 08:20