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Presidente do episcopado bielorrusso impedido de entrar no país

Na passagem de fronteira Kuznitsa Bialystok-Bruzgi, os guardas de fronteira da República da Belarus impediram a entrada no país, sem explicação, do presidente do episcopado bielorrusso. No domingo, uma mensagem do arcebispo sobre a crise foi lida em todas as igrejas do país.

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O Vigário Geral da Arquidiocese de Minsk, Dom Yury Kasabutsky, anunciou oficialmente que no dia 31 de agosto, os guardas de fronteira da República da Belarus negaram a entrada no país ao Metropolita de Minsk-Mahilioŭ, arcebispo Tadeusz Kondrusiewicz, Presidente da Conferência dos bispos católicos da Belarus.

O bispo Kasabutsky especifica que na segunda-feira, 31 de agosto, o arcebispo Kondrusiewicz estava voltando de uma viagem oficial ao exterior. Na passagem da fronteira Kuznitsa Bialystok-Bruzgi, funcionários do serviço fronteiriço da República da Belarus não permitiram sua entrada no país, sem explicar o porquê. Publicado na tarde de segunda-feira, 31, no portal oficial Catholic.by, o comunicado esclarece que Dom Kondrusiewicz é cidadão da República da Belarus.

Mensagem e orações pela Belarus

 

No domingo, 30 de agosto, foi publicada uma carta do Metropolita de Minsk, na qual anunciava a peregrinação, em setembro, de uma imagem de São Miguel Arcanjo em quatro igrejas-catedrais da Belarus para pedir uma solução para a crise sócio-política o mais rápido possível.

 

“Nossa pátria vive uma crise sócio-política sem precedentes, que se aprofunda a cada dia. Em uma Belarus pacífica e tolerante, como o nosso país é conhecido no mundo, um irmão levantou a mão contra seu irmão, o que resultou no derramamento de sangue e ferimentos em muitas pessoas. A difícil situação econômica também é muito alarmante hoje. Estamos ameaçados pelo isolamento internacional”, escreve o Metropolita, alertando sobre a divisão que está sendo gerada no país.

Na carta, que foi lida em todas as igrejas do país, o arcebispo recorda que somente no início dos anos 90 do século passado a Belarus obteve a liberdade, "um grande dom" e, ao mesmo tempo, "uma grande tarefa." Ele também faz alusão às "dificuldades" causadas pelo regime ateísta totalitário e alerta que os acontecimentos recentes demonstram que os bielorrussos não sabem o que é a verdadeira liberdade.

“São aprovadas leis contrárias à ordem estabelecida por Deus, que conduzem à corrupção moral, destroem a família como fundamento da sociedade, não valorizam e manipulam o dom da vida de Deus, promovem a cultura anti-espiritual, a religião não é permitida nas escolas”, afirma Dom Kondrusiewicz, que inclui na lista as relações entre as organizações religiosas e o Estado, que em sua opinião, “há muito são incompatíveis com os padrões mundiais”.

A mensagem enfatiza que a crise que surgiu é uma consequência inevitável do “pecado da anarquia” que requer arrependimento, “porque no lugar da mentira deve prevalecer a verdade, no lugar do mal, o bem, no lugar do ódio, o amor, no lugar da condenação, o perdão e no lugar das divisões perniciosas, a unidade.

"Ao concluir, o arcebispo reitera o apelo da Igreja Católica da Belarus em resolver a crise política por meio do diálogo e da oração, recordando as palavras de Cristo de que, sem Ele, nada podemos fazer.

Vatican News Service - ATD

01 setembro 2020, 07:03