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Portugal: Pastoral do turismo sugere “bolsa de emprego” para o setor

Entrevista à Vatican News do diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, padre Carlos Godinho, que alerta para o impacto da Covid-19 nas atividades relacionadas com o turismo.

Domingos Pinto – Lisboa

“Eu penso que em 1º lugar nós temos de olhar para as pessoas e para as pessoas que trabalham no turismo. Uma sugestão que faço é precisamente criarmos uma bolsa de emprego para aquelas pessoas que ficam no desemprego, no sentido de depois poderem serem readmitidas na atividade turística”.

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O desafio é lançado pelo padre Carlos Godinho, diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo como resposta à crise que atinge o sector, um dos mais afetados pela Covid-19.

Preocupações na linha da nota pastoral divulgada pela pastoral do turismo para esta época balnear onde se destaca a fragilidade do sector em tempo de pandemia, e são avançadas algumas propostas de ajuda às famílias e às empresas.

“40% ou mais de 40 % dos restaurantes neste momento em Portugal põem a hipótese de fechar portas e deixar de exercer a sua função própria”, diz o sacerdote que refere “quebras impensáveis há uns meses, quebras acima dos 70 ou 80 por cento”, uma realidade que “traz aqui um questionamento também à pastoral do turismo” e “pressupõe alguma resiliência e alguma capacidade de resistência”.

“Em primeiro lugar a questão do investimento no turismo interno”, refere o sacerdote que aponta para “a procura dos locais de baixa densidade populacional como são as aldeias do interior e os espaços naturais”, por exemplo, "o Gerês que “nunca teve uma procura tão grande como este ano”.

O sacerdote reforça outro aspeto da nota da pastoral do turismo no sentido da formação de “grupos mais restritos, grupos mais pequenos”, essencialmente familiares para permitir “uma desconcentração do denominado turismo de massa” convidando assim a uma maior “criatividade familiar”.

O padre Carlos Godinho diz que é necessária uma “atitude cívica” que permita “uma autêntica vivência da caridade, a salvaguarda da saúde pessoal e também da saúde dos demais”.

“A igreja também tem que se empenhar aqui em conjunto com as demais instituições e com os demais organismos na capacidade de alavancamento também de algumas atividades turísticas, e pondo ao serviço da comunidade aquilo que é o seu património”, desafia o sacerdote que destaca ainda “uma preocupação ecológica que nós devemos assumir”.

 Para o padre Carlos Godinho é fundamental “o reencontro com Deus que nos propõe o Papa Francisco”, no fundo, o reencontro “também connosco e com o próprio Criador”.

25 agosto 2020, 11:07