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A onde de choque destruiu prédios, casas, automóveis na capital Beirute A onde de choque destruiu prédios, casas, automóveis na capital Beirute  (ANSA)

Caritas Italiana pronta a apoiar parceira libanesa no socorro à população

Já teve início a distribuição de bens alimentares e os jovens voluntários da organização já se organizaram para ajudar aqueles que precisam remover os muitos detritos para tornar sua casa acessível novamente. O ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hasan, aconselhou àqueles que têm a possibilidade, para deixaram a capital libanesa.

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"A Caritas Italiana expressa profundo pesar e solidariedade à população afetada pela violenta explosão que ocorreu na tarde de terça-feira, 4 de agosto, na área portuária de Beirute, provocando uma tragédia", diz um comunicado do organismo pastoral da Conferência Episcopal Italiana para a promoção da caridade, preocupado com a consequente emergência sanitária, já exacerbada pela Covid-19.

De fato, pelo menos quatro hospitais foram atingidos, entre os quais o maior da cidade, seriamente danificado. Também são motivo de grande preocupação as toxinas presentes no ar de Beirute.

O ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hasan, aconselhou àqueles que têm a possibilidade, de deixaram a capital libanesa. Os danos são irreparáveis e incalculáveis também ​​em edifícios, residências particulares, automóveis, atividades comerciais e escritórios públicos e privados, atingidos pela onda provocada pela segunda e mais violenta explosão. Milhares de toneladas de materiais armazenados no porto também foram destruídos, incluindo aqueles de necessidades básicas.

A Caritas Italiana manifestou proximidade e solidariedade com a Caritas Líbano, com a qual colabora ativamente há muitos anos por meio de um programa de ajudas humanitárias e de educação para a paz e a coexistência civil de jovens sírios e libaneses, e está pronta para apoiá-la para atender às necessidades mais urgentes da população.

A Caritas Líbano, cuja sede nacional também sofreu danos, começou a agir imediatamente com sua própria rede para se fazer próxima das milhares de pessoas atingidas e dos numerosos deslocados que não poderão voltar para suas casas, pois foram destruídas.

Já teve início a distribuição de bens alimentares e os jovens voluntários da organização já se organizaram para ajudar aqueles que precisam remover os muitos detritos para tornar sua casa acessível novamente.

A catástrofe da tarde de terça-feira, 4, atinge em cheio um país já devastado por uma forte crise econômica e social que piorou no ano passado, relata a Caritas Italiana, que reduziu muitas famílias à pobreza, com mais de um quarto da população vivendo com menos de US$ 5 por dia.

Desde outubro do ano passado, milhares de pessoas encheram as ruas para protestar contra a corrupção endêmica do establishment político, alimentada pelo sistema confessional que gera pobreza. 

No país, os mais ricos, que detêm 25% da riqueza, representam 1% de toda a população, e aos indigentes soma-se o número muito elevado de refugiados, cerca de um milhão, entre 4,5 milhões de habitantes, sem contar os palestinos - quase todos sírios afetados por uma guerra que dura mais de 10 anos.

O Líbano está entre os países do mundo com o maior número de refugiados em relação à população: a cada mil habitantes há mais de 150 deles, muitos dos quais sem identidade legal: sem documentos, sem trabalho, sem direitos.

Vatican News Service - TC

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06 agosto 2020, 07:12