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Catedral maronita em Aleppo antes e após sua reconstrução Catedral maronita em Aleppo antes e após sua reconstrução 

Reconstruída, Catedral de Santo Elias em Aleppo reabre neste 20 de julho

"É magnífico ver a igreja de Santo Elias brilhar com seu antigo esplendor. Espero que ela se torne novamente o centro de toda a comunidade cristã, como era antes desta guerra terrível”, disse Thomas Heine-Geldern, presidente executivo da Ajuda à Igreja que Sofre, cuja contribuição foi fundamental para a reconstrução da igreja danificada pela guerra.

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Após um longo trabalho de restauração, a Catedral maronita de Santo Elias, em Aleppo, seriamente danificada durante a guerra ainda em curso na Síria, será oficialmente reaberta e consagrada novamente na segunda-feira, 20 de julho. Fundamental para a reconstrução foi a contribuição da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) ao projeto, com uma doação de 400 mil euros.

Construída em 1873 no distrito de Al Jdeydeh, o prédio sofreu sérios danos em 2013 pelas mãos de jihadistas, cujo objetivo era destruir todos os sinais da presença cristã no país.

"A reabertura da Catedral do ponto de vista simbólico representa uma mensagem para os paroquianos e cristãos de Aleppo, e do mundo, ainda presentes no país, apesar de estarmos diminuindo em número", comentou à AIS o arcebispo maronita de Aleppo Dom Joseph Tobij.

Segundo fontes da fundação pontifícia, de fato, existem apenas 30.000 cristãos na capital síria, em comparação com os 180.000 existentes antes da guerra que eclodiu em 2011.

“A principal dificuldade para a reconstrução foi a arrecadação de fundos, que foi facilitada e apoiada pela Ajuda à Igreja que Sofre.  A reconstrução do teto de madeira, exatamente como o original, foi outro desafio. Faltavam profissionais locais habilitados para este trabalho, motivo pelo qual pedimos ajuda a arquitetos italianos para projetarem o telhado de madeira”, explica Dom Tobij, que agradece à AIS e a todos os benfeitores que permitiram a realização do projeto: "Sem a ajuda da fundação pontifícia e a generosidade dos benfeitores não teríamos podido voltar a rezar e espalhar esperança nos corações dos fiéis pela reconstrução da catedral".

Thomas Heine-Geldern, presidente executivo da AIS, fala de um milagre: "É magnífico ver a Igreja de Santo Elias brilhar com seu antigo esplendor. Espero que ela se torne novamente o centro de toda a comunidade cristã, como era antes desta guerra terrível”.

Vatican News Service - LZ

19 julho 2020, 07:21